Pobrezinhos
Se forem reais os valores declarados pelos candidatos a governador do Piauí, pobrezinhos, eles são gente sem dinheiro algum.
A soma dos valores declarados pelos candidatos que postulam o Palácio de Karnak é de R$ 7.721.805,43.
Grão de areia
Numa escala de comparação com o orçamento anual deste ano para o Piauí (R$ 28,8 bilhões), o patrimônio deles é um grão de areia no mar dos recursos orçamentários que pretendem gerir.
Os valores de cada um
Rafael Fonteles (PT) – R$ 1.799.948,60.
Lúcia Santos (PSDB) – R$ 799.134,68.
Eliseu Aguiar (Novo) – R$ 1.592.808,00.
Geraldo Carvalho (PSTU) – R$ 200.590,00.
Joel Rodrigues (PP) – R$ 1.688.256,20.
Lourdes Melo (PCO) – R$ 450.000,00.
Professor Gisvaldo (Rede/PSOL) – R$ 100.000,00.
Francisco Juriti (DC) – R$ 998.500,00.
Ravena da Inclusão (Democrata) – R$ 91.600,52.
Santiago Belizário (UP) – R$ 967,43.
Mais pobres ainda
Se os candidatos a governador somam valores pífios em seus patrimônios declarados, os que postulam lugar de vice-governador desarredam na pobreza oficialmente descrita à Justiça Eleitoral. A soma de suas posses é de R$ 2.867.206,81 – menos de um terço da “fortuna” dos candidatos a governador.
O patrimônio dos vices
Paulo Eudes Carneiro (PSDB) – sem valores declarados.
Edilene Pinho (PSOL/Rede) – R$ 60.000,00.
Gervásio Santos (PSTU) – R$ 330.000,00.
Ismar Marques (Novo) – R$ 713.037,61.
Jeová Alencar (PP/União Brasil) – R$ 125.115,97.
João Ricardo (Democrata) – R$ 155.003,49.
Pedro Pereira (DC) – sem valores declarados.
Thaís Dias (UP) – R$ 996,65.
Washington Bandeira (PT) – R$ 1.483.053,09.
Zeferino Brasil (PCO) – sem valores declarados.
Curioso, né?
Além da surpresa de o médico e ex-prefeito de Parnaíba, Paulo Eudes Carneiro (PSDB), não ter bens declarados, tem o fato de que a soma dos valores patrimoniais declarados pelos candidatos a governador e vice da Unidade Popular, Santiago Belizário e Thaís Dias, seja inferior a R$ 2.000, exatos R$ 1.964,08.
Valor senatorial 1
Entre os candidatos a cargos majoritários (governador, vice, senador e suplentes), possivelmente vão se encontrar os quatro únicos candidatos que declararam realmente seus patrimônios reais: o atual senador Ciro Nogueira e seu suplente e irmão, Raimundo Neto Nogueira; o senador Marcelo Castro (MDB) e o estreante Tiago Junqueira, do PL.
Valor senatorial 2
Ciro declarou patrimônio que soma R$ 34,6 milhões, enquanto seu irmão e suplente, R$ 19,2 milhões.
Marcelo Castro declarou bens que somam R$ 16 milhões e Junqueira, R$ 18,2 milhões.
Valor senatorial 3
Candidato a senador pelo PSD, o deputado federal Júlio César declarou bens que somam R$ 3 milhões.
Com um aeródromo instalado em sua antiga plantação de mangas na fazenda Canaã, zona rural de Teresina, o candidato governista ao Senado não citou relação com o negócio, mas disse ter 10% de uma aeronave avaliada em R$ 6.734.540,00.
Valor senatorial 4
Patrimônio dos candidatos a senador:
Alexandrino Mariano (Avante) – R$ 288.000,00.
Antônio Barros (Novo) – R$ 1.896.000,00.
Ciro Nogueira (PP) – R$ 34.610.258,62.
Irmão Evandro Marques (DC) – R$ 212.500,00.
Jardênya Bezerra (Democrata) – R$ 334.000,00.
Jorge Lopes (PSDB) – R$ 918.290,00.
Júlio César (PSD) – R$ 3.057.528,30.
Major Paulo Roberto (Mobiliza) – R$ 844,06.
Marcelo Castro (MDB) – R$ 16.046.199,10.
Madalena Nunes (PSOL/Rede) – R$ 440.000,00.
Missionário Evandro Craveiro (Democrata) – R$ 100.000,00.
Pedro Laurentino (UP) – R$ 293.000,00.
Thiago Junqueira (PL) – R$ 18.280.134,26.
Toin do Frango (Mobiliza) – R$ 28.222,99.
Valor senatorial 5
Os candidatos a senador lisos, duros, sem nenhum tostão furado:
Antônio José Lira (Avante) – sem valores declarados.
Clóvis José (PCO) – sem valores declarados.
Danniel Rocha (PSTU) – sem valores declarados.
Dionísio Carvalho (DC) – sem valores declarados.
Francinaldo Leão (PSOL/Rede) – sem valores declarados.
Pastor Sena (Avante) – sem valores declarados.
Homilias entediantes
Parte das homilias católicas ainda mantém linguagem excessivamente tradicional, discursos prolongados e pouca relação com questões do cotidiano. Em algumas celebrações, o uso de coros e fundos musicais de tom fúnebre reforça uma atmosfera distante de parte do público. A dificuldade de atualizar a comunicação pode contribuir para o afastamento de fiéis, especialmente diante de igrejas evangélicas que adotam uma abordagem mais direta nas celebrações.
A lei perdeu força?
A legislação estabelece obrigações que devem ser cumpridas pelos gestores públicos, mas nem sempre isso ocorre na prática. Em Teresina, o prefeito Silvio Mendes ainda não implementou o reajuste determinado pelo Governo Federal para os profissionais da educação, apesar de orientações e decisões relacionadas ao tema.
Demora
A demora no cumprimento da medida judicial levanta questionamentos sobre os limites da autoridade administrativa diante das normas que regem a gestão pública.
A paz parece distante
O mundo atravessa um período marcado por guerras, conflitos e crescente intolerância. Em diferentes sociedades, a violência passou a ocupar espaço constante no noticiário e no cotidiano. Também cresce a dificuldade de convivência entre pessoas com opiniões, crenças e interesses distintos. A falta de paz tem consequências sociais e políticas que ultrapassam as regiões diretamente envolvidas nos conflitos e afetam a vida de milhões de pessoas.
Postos deixam clientes esperando
As reclamações chegam à coluna e relatam problemas no atendimento de alguns postos de combustíveis em Teresina. Filas extensas são formadas, enquanto poucos funcionários atendem uma demanda elevada. Também há relatos de pessoas com dificuldade de locomoção que precisam sair do veículo para realizar pagamentos, inclusive por Pix. A falta de orientação para atender esses clientes e facilitar o pagamento demonstra a necessidade de melhorar os serviços oferecidos ao público.
Prometeu serviço? Cumpra
Alguns profissionais ainda precisam compreender que o atendimento ao cliente exige compromisso com o que foi combinado. Prazo, disponibilidade e responsabilidade fazem parte da prestação de qualquer serviço. Prometer uma entrega e não cumprir gera insatisfação, compromete a relação profissional e pode fazer com que o cliente procure outro prestador. O cumprimento dos acordos também é parte da qualidade do serviço.
O cliente também avalia
A falta de responsabilidade e compromisso compromete a confiança do cliente e pode afetar diretamente a reputação de um profissional.
Experiência
A experiência com um serviço costuma ser compartilhada, principalmente quando o resultado é insatisfatório. Profissionais que acumulam atrasos, descumprimentos e serviços mal executados tendem a perder clientes e indicações. A reputação construída no mercado também depende da qualidade e da responsabilidade demonstradas em cada atendimento.
Ideologia pode cegar pessoas
A ideologia política, quando transforma posições partidárias em critérios absolutos, pode dificultar a análise dos fatos. Há situações em que pessoas passam a defender ou rejeitar determinadas ações apenas pela posição de quem as pratica. A avaliação crítica exige observar medidas, resultados e responsabilidades, independentemente de preferências políticas. O excesso de alinhamento ideológico também pode reduzir a capacidade de reconhecer erros e acertos de diferentes grupos.
Jornalismo precisa ouvir
Ouvir as vozes das ruas é parte essencial do jornalismo. A prática profissional também exige apuração, confronto de informações e espaço para os diferentes lados de uma questão. O trabalho jornalístico não pode ser reduzido à defesa de interesses particulares. Cabe ao profissional ouvir, verificar os fatos e informar com responsabilidade, independentemente das pressões externas.
Jornalista também tem contas
Persistem clichês sobre jornalistas, como a ideia de que todo profissional da imprensa estaria disposto a defender quem oferece dinheiro ou que uma simples nota de R$ 100 seria suficiente para comprar sua posição. A generalização não corresponde à realidade da profissão. Jornalistas são trabalhadores, têm famílias, compromissos financeiros e precisam responder por suas escolhas profissionais.
Condutas
Condutas irregulares devem ser apuradas com fatos e responsabilidades individualizadas, não por acusações genéricas contra toda a categoria.
Professores cobram limites nas demandas
Uma nova reclamação chega à coluna sobre o envio frequente de demandas escolares aos celulares dos professores, inclusive fora do horário de trabalho. Em escolas com estrutura limitada e plataformas que apresentam atrasos ou falhas, as atividades se acumulam e acabam sendo levadas para casa.
Fiscalização
A ausência de fiscalização sobre essas práticas, tanto na Seduc/PI quanto nas Semecs municipais, levanta a necessidade de rever procedimentos e limites para preservar a rotina profissional dos docentes.
Onde está o Ministério Público?
As reclamações sobre cobranças feitas a professores fora do horário de trabalho também levantam uma questão: onde está o Ministério Público diante dessas situações?
Demandas
Demandas enviadas por gestores escolares durante noites e fins de semana, somadas ao acúmulo de atividades, precisam ser avaliadas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização. Se existem regras para proteger a jornada e o descanso dos profissionais da educação, é necessário verificar se estão sendo cumpridas nas redes estadual e municipais.
A coluna não tem lado: ela bate em Chico e Francisco
A coluna não escolhe lado quando o assunto é responsabilidade. A crítica pode atingir Chico ou Francisco, independentemente de posição política, cargo, grupo ou relação pessoal. O mesmo critério deve ser aplicado a gestores públicos, instituições, profissionais e cidadãos.
Compromisso com a sociedade
O compromisso do Portal AZ é com a sociedade. Nosso objetivo é registrar fatos, apontar problemas, questionar condutas e dar espaço às reclamações que chegam à coluna. A atuação jornalística deve manter critérios claros, sem transformar preferências pessoais, políticas ou ideológicas em parâmetros para avaliar os fatos. A crítica pode alcançar qualquer pessoa ou instituição, sempre com responsabilidade e respeito à informação.