Direto da Redação: Lula só gravou para um senador no Piauí

Ele não diz, mas, se fosse de sua escolha, os senadores seriam Ciro e Júlio César

O escolhido

Lula deixou claro que seu candidato ao Senado será Júlio César, pelo lado governista. O outro seria Ciro, do PP, embora tivesse reunido Marcelo Castro na foto com Rafael.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula tem dois candidatos ao Senado no Piauí. Mas, por ora, não diz. Você sabe quem são?

A fonética pesou pro lado de Júlio César como seu candidato a senador.

Foto: Reprodução/ Montagem Portal AZ
Júlio César e Ciro Nogueira, os dois candidatos citados no rol de Lula.

Thiago é o nome dele

Quem está fazendo estrago na candidatura de Marcelo é o empresário Thiago Junqueira.

Foto: Reprodução | Instagram
Thiago Junqueira

Disputante de uma das vagas de senador, ele saiu Piauí afora pregando o bolsonarismo e arrebatando votos, notadamente de Marcelo.

Thiago para senador casa o nome com Ciro Nogueira.

Coisa de agouro

Lula nem bem chegou em Teresina, ontem, e a cidade parou. As barracas da Raul Lopes pegaram fogo e faltou energia em grande parte da cidade.

Mau presságio seria a passagem de Lula por Teresina, arrebatando para cá tanta coisa ruim.

Foto: Reprodução
A oposição está jogando para Lula todo o peso dessa fase negativa que se abateu em Teresina na chegada dele.

O preço de ignorar o marketing

É um erro o político acreditar que pode prescindir do marketing. Política exige comunicação, estratégia, posicionamento e conhecimento do comportamento do eleitor.

Quem despreza o marketing pode até ter boas ideias e realizar um bom trabalho, mas corre o risco de não saber comunicar, construir uma imagem coerente ou mostrar ao eleitor o que está fazendo.

Na política, fazer é fundamental. Saber comunicar também.

Pensamento equivocado

Político não faz obra com dinheiro próprio. O recurso vem dos impostos pagos pela população. Dona Maria paga tributos quando compra arroz; Seu Zé, quando abastece o carro. O dinheiro é público.

O recurso é público

Ao Executivo cabe executar políticas e obras; ao Legislativo, legislar e fiscalizar. Nenhum deles faz favor ao cidadão. Cumpre uma função pública, para a qual foi eleito ou designado, usando recursos da sociedade e recebendo remuneração paga pelo contribuinte.

Obra pública não é presente de político. É obrigação do Estado.

ORAÇÃO DO DIA!

Oi, Deus! A vida não dá garantias, mas a minha garantia e a minha segurança estão no Senhor. Posso não prever o que vai acontecer hoje ou amanhã, mas sei que o Senhor já cuidou de cada detalhe e confio que já decretou vitória sobre a minha vida. Amém! 🙏🏻

Versículo do dia:

“Ó Senhor Deus, tu és a minha segurança; nunca deixes que eu sofra a vergonha da derrota.”

(Salmos 71,1)

BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏

Globo e Mendonça I

A Globo precisa fazer a André Mendonça as mesmas perguntas que já fez a outros ministros. Não basta reproduzir decisões ou informações atribuídas ao STF. É preciso explicar os fundamentos, ouvir os envolvidos e questionar possíveis conflitos.

Foto: Luiz Roberto/TSE
Ministro André Mendonça

A imprensa não deve escolher quem merece rigor. O critério precisa ser o mesmo para qualquer autoridade.

Globo e Mendonça II

A Globo precisa aplicar a André Mendonça o mesmo rigor usado para outros ministros. Informar suas decisões não basta: é preciso questionar fundamentos, possíveis conflitos e os efeitos de suas medidas.

Montesquieu escreveu: “Uma injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”. O princípio vale também para o jornalismo: o mesmo critério deve ser aplicado a todos os agentes públicos.

Caso Master

O caso Master precisa ser explicado por inteiro. Quem recebeu dinheiro? De onde veio? Para onde foi? Quem participou? E qual foi o papel de cada envolvido?

Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo
Banco Master

Essas perguntas não podem desaparecer porque uma decisão judicial escolheu determinados nomes. Se há dinheiro público no caso, a sociedade tem o direito de saber o que aconteceu e quem deve responder por isso.

O preço das escolhas

O poder revela o preço das escolhas. Quanto maior a proximidade com o poder, maior deveria ser a responsabilidade sobre as decisões tomadas e as companhias mantidas.

A influência pode abrir portas, mas também aumenta a responsabilidade de quem escolhe por onde entrar.

O peso da vaidade, da soberba e da ganância

O problema não é fazer alianças. A política exige diálogo e composição. A questão é saber o que se aceita, com quem se caminha e o que se está disposto a relativizar para conservar influência.

Vaidade, soberba e ganância podem distorcer escolhas e fazer alguém confundir poder, priorizando a vida pessoal.

As escolhas permanecem

Quanto maior a influência, maior deveria ser o cuidado com as companhias, os interesses defendidos e os limites que não se deve ultrapassar.

Cargos passam, alianças mudam e o poder troca de mãos. As escolhas, porém, permanecem.

Limite ao poder

Político não deveria exercer mais de quatro anos de carreira. A renovação de nomes e lideranças é importante para impedir que a política se transforme em profissão permanente e que o poder fique concentrado nas mesmas mãos por décadas.

A política deveria ser uma passagem pelo serviço público, e não um projeto de vida baseado na permanência no poder.

Poder familiar

Familiares até o terceiro grau também não deveriam participar de campanhas políticas para qualquer processo eletivo. A política não pode ser transformada em patrimônio de família.

A pergunta que se faz é: qual político teria coragem de trabalhar por um projeto que acabasse com essa aberração? Quem estaria disposto a limitar o próprio poder e o de seus familiares em nome do interesse público?

Monarquia sem cetro e coroa

Querem transformar a política brasileira em uma espécie de monarquia, sem cetro e coroa, na qual o poder passa de uma geração para outra dentro das mesmas famílias.

Qual político se habilita?

Mandatos, influência e estruturas políticas não deveriam ser tratados como patrimônio familiar. A democracia precisa de renovação, alternância e oportunidade para novas lideranças.

Mas qual o abençoado teria coragem de romper com esse modelo, inclusive quando o benefício estiver dentro da própria família?

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