Direto da Redação: perigo, posto a 100 m; terminal está a menos de 30
Assim, famílias de Teresina passarão a conviver com uma bomba-relógio perto
Olha o perigo!
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O prefeito Silvio Mendes ao menos está sabendo do novo terminal de combustível que está sendo construído a menos de 30 metros das residências?
Mendes tem viajado muito nos últimos tempos. É possível que não saiba.
Pois bem…
O terminal vai operar com capacidade para 7 milhões de litros de combustível inflamável.
Vários estados e municípios do Brasil já adotam distâncias mínimas de 50, 100 e até 200 metros entre pontos de armazenagem de combustíveis e creches, hospitais, escolas, bairros residenciais. Aqui, como se disse, a distância mínima é de 30 metros.
Distância de postos…
Enquanto isso, a prefeitura do mesmo Silvio Mendes aprova um posto de combustível de médio porte, que tem, em média, 60 mil litros e está distante até 200 metros, e também em Teresina se aprova um terminal com capacidade de mais de 100 postos somados a menos de 30 metros de um bairro residencial.
A lei não vale mais
Teresina tinha uma lei assim (Lei Complementar Municipal nº 3.608, de 4 de janeiro de 2007) que ditava uma “distância mínima de 200 m (duzentos metros) a partir dos limites do terreno para hospitais e clínicas de saúde, asilos, creches e escolas de ensino fundamental, inclusive no sentido inverso (‘e vice-versa’)” para postos comuns. Infelizmente, não vale mais desde 2015.
Os órgãos públicos não dão as informações que se busca.
Explica, Mendonça
O ministro André Mendonça confirmou ter recebido Daniel Vorcaro em março de 2025, na sede de um instituto fundado por ele, em São Paulo. A explicação apresentada é que a conversa tratou de uma ação sobre precatórios em tramitação no STF. O problema é que, antes do encontro, um áudio atribuído ao advogado Ciro Rocha Soares indicava que Mendonça sabia da situação do Banco Master perante o Banco Central. Não há prova, até aqui, de irregularidade. Mas há uma pergunta inevitável: afinal, qual foi o assunto efetivamente tratado naquela reunião?
A dúvida que permanece
O encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro foi confirmado pelo próprio ministro depois da divulgação dos áudios. A questão deixou de ser se a reunião aconteceu e passou a ser sobre o que foi discutido. O advogado Ciro Rocha Soares aparece nas mensagens como articulador da aproximação e afirma que Mendonça conhecia a situação de Vorcaro perante o Banco Central. Se o assunto era exclusivamente outro processo, como afirma o ministro, é preciso esclarecer por que o Banco Master aparece associado à articulação da reunião.
Transparência para todos
André Mendonça determinou a divulgação de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro que envolvem autoridades, entre elas Alexandre de Moraes. Agora, o próprio Mendonça aparece nas mensagens e confirmou ter se encontrado com o banqueiro. Isso não significa que os episódios sejam equivalentes nem que exista crime. Significa apenas que a exigência de transparência precisa valer para todos. Se relações entre autoridades e investigados precisam ser esclarecidas, ninguém deveria estar fora desse critério.
O peso do cargo
Um ministro do STF não é um cidadão comum diante de um investigado ou empresário com interesses submetidos a órgãos públicos. A prerrogativa de receber pessoas existe, mas a função impõe responsabilidade adicional sobre a forma e o contexto desses contatos. No caso de Mendonça, a reunião com Vorcaro ocorreu antes de o ministro assumir a relatoria do caso Master, segundo as informações divulgadas. Ainda assim, diante dos áudios, esclarecer a pauta e as circunstâncias do encontro é uma medida de prudência institucional.
Áudio
Em tempos de linchamento público e destruição de reputações, é preciso separar jornalismo de julgamento. Os áudios atribuídos ao advogado Ciro Rocha Soares levantam questionamentos sobre a aproximação entre Vorcaro e Mendonça, mas não comprovam, isoladamente, tráfico de influência, favorecimento ou qualquer outro crime. Da mesma forma, a confirmação do encontro entre os dois não demonstra, por si só, qualquer irregularidade. O que existe é uma possível divergência entre o contexto sugerido pelas mensagens e a explicação apresentada pelo ministro. É justamente essa questão que precisa ser esclarecida com documentos, datas e fatos — e não com torcida política.
Turismo de aventura
Uma lei estadual (Nº 9.110, de 28 de agosto de 2026), de autoria do deputado Gessivaldo Isaías (MDB), cria no Piauí diretrizes de segurança para a prestação de serviços de turismo de aventura e esportes radicais.
Falta agora o estado ter uma Secretaria de Turismo que promova essa atividade econômica em vez de fazer calçamento.
Calçamento
É bastante incomum que, em um estado em que 117 dos 224 municípios foram postos em situação de emergência pelo governo estadual, a Secretaria de Defesa Civil faça calçamento. Mas faz. A Sedec contratou a empresa Pro Engenharia pelo valor de R$ 1.401.518,17 para obra de calçamento em São Gonçalo do Piauí.
Dou-lhe uma…
A empresa Poty Esporte e Lazer SPE Ltda., constituída no dia 6 de julho deste ano, assinou com a Secretaria de Administração do Piauí um contrato no valor de R$ 5,426 milhões para administração, operação, manutenção e exploração, com inclusão de obras de reforma e modernização do Parque Estadual Potycabana.
Longo
O Contrato de Concessão de Uso Onerosa tem validade de 35 anos, ou seja, somente se encerra em 2061.
Imobiliária
Na prática, a despeito de livrar o estado de uma despesa fixa, esse tipo de negócio termina sendo um repasse de imóvel público para uso do modo que bem entender a empresa compradora ou parceira, como prefere o governo.
Grandes imóveis repassados a empresas privadas, como a Ceasa e o Zoobotânico, tiveram outros usos.