Lixo cobra explicação
O Ministério Público abriu procedimento para apurar a falta de limpeza urbana no Residencial Polo Sul, em Teresina. A situação chama atenção porque serviços básicos não deveriam depender da intervenção do MP para entrar na pauta. Moradores esperam menos justificativas e mais limpeza.
Terreno público abandonado
Outro procedimento do MPPI apura o abandono de um terreno da Prefeitura, na zona Norte de Teresina, com acúmulo de resíduos. Se a área é pública, a responsabilidade pela conservação também é pública. A cidade não pode tratar terreno municipal como se fosse terra de ninguém.
Cadeirantes à espera
O Transporte Eficiente perdeu mais da metade da frota desde antes da pandemia. Usuários relatam dificuldades para agendar viagens e problemas de manutenção. Para quem depende do serviço, reduzir veículos não significa apenas diminuir uma frota: significa restringir autonomia e acesso à cidade.
Água ainda é problema
Nove bairros de Teresina podem ficar sem água nesta quarta-feira (23) devido a uma manutenção na rede. Intervenções são necessárias, mas o consumidor continua enfrentando o velho problema: torneira seca e rotina interrompida. Abastecimento regular não deveria ser tratado como privilégio.
Aterro sob alerta
O TCE-PI apontou falhas no Aterro Sanitário de Teresina e determinou medidas à Eturb. Entre os problemas estão deficiências em operação, manutenção, inspeção e emergência. Lixo não desaparece quando sai da porta de casa. Por isso, a gestão do destino dos resíduos exige fiscalização permanente.
Via Sul, mais espera
A Via Sul, em Teresina, tem agora previsão de conclusão para 2027. A obra de sete quilômetros possui trechos com cronogramas diferentes. Para quem vive na região, cada novo prazo representa mais tempo convivendo com intervenções, desvios e expectativas. Obra pública também precisa prestar contas do calendário.
Seca bate à porta
O Governo Federal reconheceu situação de emergência por seca em municípios do Piauí. A medida chama atenção para um problema que costuma aparecer com força apenas quando a água já falta. Planejamento hídrico não pode funcionar somente quando a estiagem transforma previsão em emergência.
Incêndios em alta
O Piauí registra média de 19 focos de incêndio por dia e já ultrapassa 3,2 mil ocorrências no ano, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira. No período mais quente, o fogo deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ameaçar saúde, patrimônio e qualidade do ar.
PIB perde fôlego
O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2026. Para 2027, a estimativa caiu de 2,5% para 2,3%. A revisão mostra que crescimento econômico não se sustenta apenas em expectativa: os números precisam confirmar o cenário projetado.
Guerra mexe com energia
Estados Unidos e Rússia discutem um possível acordo para interromper ataques contra instalações energéticas na Ucrânia e na Rússia. O tema ultrapassa as fronteiras do conflito: infraestrutura de energia afeta mercados, preços e segurança de abastecimento. Enquanto a diplomacia tenta avançar, o mundo continua pagando o preço da instabilidade.
Quem diria
Enquanto fica esse disse-não-disse sobre a suposta adesão a Rafael, o governador, os bastidores da política mostram que o candidato Emanuel Paiva está subindo rapidamente no ranking dos que possuem votos suficientes para ser eleito.
Como seria
As últimas notícias dizem que Emanuel recebeu quase vinte mil votos de Ciro Nogueira, interessado em salvar a própria pele, antes de qualquer outra coisa. Assim se entendem as lamúrias de Átila Lira e o silêncio intrigante de Júlio Arcoverde. Onde isto vai parar, meu senhor?
O reinado
Ciro tem dito a amigos que se preocupou muito com Joel, até aqui, esquecendo-se da própria campanha. Agora, faltando dez dias para a eleição, Ciro concentra seus esforços na salvação do precioso mandato.
Os riscos de Brasília
Como se não bastassem as faturas sem freios das mulheres de ministros do STF, agora chegam a público as faturas e os gordíssimos contratos de mulheres de desembargadores dos Tribunais Regionais Federais.
Os ricos de Brasília
Os números são cada vez mais astronômicos, de modo que a parceria de Toffoli no hotel Taiaiá, de R$ 15 milhões, parece uma brincadeira de criança pobre, perto do contrato de R$ 427 milhões, no negócio que envolve precatórios, na ordem de R$ 8 bilhões, com usinas e usineiros.
O CNJ é o freio
Pelo sim, pelo não, o corregedor-geral do Conselho Nacional de Justiça, no dia de hoje, mandou suspender todos os precatórios que estavam sendo julgados, ou em vias de julgamento, alguns próximos do passo seguinte, que seria o recebimento ou a negociação com os governos para o início dos pagamentos, o que faria a festa dos advogados contratados.
Afinal, meio bilhão de reais não é grana que se possa desprezar, jamais. Não é mesmo?
Troféu de caça 1
Vídeos e fotos que invadiram redes sociais e grupos no aplicativo de mensagens no domingo mostram o governador Rafael Fonteles (PT), candidato à reeleição, em companhia do ex-governador Mão Santa. Sorridentes na cena, Rafael, Gracinha Mão Santa, os candidatos a senador Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), o candidato a deputado federal Zé Santana (neopetista) e o sempre enxerido Marcelo Noleto, secretário de Comunicação, o Goebbels de Rafael.
Na foto, só quem não está sorrindo, em uma evidente apatia, é Mão Santa.
Troféu de caça 2
Mão Santa aparece na foto menos como o líder populista que arrebatou o Piauí a partir de 1994 e mais como um troféu de caça de um candidato incumbente que, segundo informam todos, tem 70% dos votos válidos, obteve apoio dos dois políticos em Parnaíba e, ainda assim, precisa exibir um Mão Santa apático como sinal de conquista absoluta do espaço político parnaibano.