Direto da Redação: o direito de informação e o de divulgar

Por educação, Sílvio poderia, sim, repetir a resposta que deu na coletiva

Cadê as boas maneiras?

Um incidente tolo que ganhou ares de escândalo, esse da coletiva do prefeito Sílvio Mendes. Mas daí o prefeito alegar que é criticado porque o jornalista não recebeu dinheiro, o caso complica. Contra o prefeito, que passa ao público que paga para seguir numa gestão amorfa, sem críticas.

Foto: ReproduçãoSilvio Mendes
Silvio Mendes ataca a mídia inteira quando diz que é criticado porque o jornalista quer dinheiro.

A boa educação

Sílvio Mendes não é obrigado a repetir uma coletiva para quem chegou atrasado. Mas o prefeito também precisa saber lidar com situações corriqueiras. Imprevistos acontecem, assim como ocorre quando um cidadão vai ao gabinete do prefeito e passa horas tomando chá de cadeira. Assim como o prefeito tem seus compromissos, a imprensa também tem suas demandas.

Relatos

Segundo relato encaminhado à coluna Direto da Redação, uma jornalista chegou após o início da coletiva, perdeu parte das declarações e pediu ao prefeito que retomasse as informações. Ainda conforme o relato recebido, Sílvio respondeu que não faria isso porque tinha “mais o que fazer”.

Boas maneiras

A questão não é a obrigação de repetir a coletiva, mas a maneira de tratar profissionais que estão ali para trabalhar e levar informação à sociedade. Discordar ou negar um pedido é normal. Dar patadas, porém, é desnecessário. Ainda mais quando se trata de uma repórter. Ela merecia ser tratada com mais respeito. A compostura também é uma exigência para quem ocupa um cargo público.

Institucional

O jornalista atua com os olhos e os ouvidos da sociedade. Não está a serviço da Prefeitura para cumprir demandas ao seu bel-prazer. A imprensa exerce uma função pública ao buscar informações, fazer perguntas e esclarecer aquilo que interessa à população.

Então…

Sílvio poderia simplesmente ter informado que não repetiria as declarações por falta de tempo. A recusa seria compreensível. O problema, se confirmado o relato encaminhado à coluna, está na forma como a situação foi conduzida. Quem ocupa um cargo público deve saber separar a relação pessoal da relação institucional. A imprensa não existe para atender à conveniência do governante, mas para questioná-lo e informar a sociedade.

Prejuízo

Quando a imprensa é mal atendida por um agente público, o prejuízo não fica restrito ao repórter. A informação que deixa de ser esclarecida pode chegar de forma incompleta à sociedade. O jornalista cumpre seu trabalho, mas quem ocupa o cargo público precisa compreender que a relação com a imprensa também envolve responsabilidade com a população. No fim, o reflexo político da postura não está nas patadas dadas à repórter, mas na oportunidade perdida pelo próprio governante de ampliar a divulgação de suas ideias.

ORAÇÃO DO DIA!

Oi, Deus! Peço a Tua bênção e proteção para a minha família e para os meus amigos nesta nova semana. Cada pessoa que faz parte da minha vida, esteja perto ou longe, que a Tua graça alcance cada uma delas e as proteja de todo mal. Amém! 🙏🏻

Versículo do dia:
“Ó meu Deus, livra-me dos maus, livra-me do poder dos homens perversos e violentos!”
(Salmos 71,4)

Bom dia! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏

Como é que é?

O prefeito Sílvio Mendes precisa esclarecer à sociedade uma informação que chegou à coluna Direto da Redação: professores, pedagogos e gestores da Semec que entrarem de licença poderão perder o mérito ou o valor relacionado aos resultados do IDEB.

Foto: Marcello Casal JrAgência BrasiDinheiro

Qual a justificativa desse absurdo?

Se isso estiver previsto, qual é a justificativa? O resultado foi construído pelo trabalho da equipe antes do afastamento. Uma licença médica não apaga a contribuição de quem trabalhou para que a escola alcançasse a meta. Se a informação for confirmada, a medida será, no mínimo, cruel e desumana. Ninguém escolhe adoecer.

Remuneração pífia

O servidor já enfrenta uma remuneração que, na avaliação da categoria, não acompanha a valorização concedida pelo governo federal à educação. Agora teria de escolher entre cuidar da própria saúde e preservar um direito decorrente de um trabalho que já realizou?

Alô, Ministério Público!

A questão se torna ainda mais grave diante das cobranças enfrentadas por professores, pedagogos e gestores e dos impactos sobre a saúde mental, tema que também tem provocado discussões em âmbito nacional sobre as condições de saúde dos profissionais. Estresse, depressão, burnout, LER e outras doenças não podem ser tratados como falta de compromisso profissional.

Se a regra realmente existe, a Prefeitura precisa explicar publicamente seus critérios.

Com a palavra, o MP.

Investigação

A coluna Direto da Redação vai investigar a informação e buscar mais esclarecimentos junto à Prefeitura de Teresina e ao Ministério Público.

Poder

Há quem, ao receber um pouco de poder, passe a acreditar que pode decidir sobre o direito dos outros sem precisar explicar suas razões. A administração pública não pode funcionar assim. Quem exerce uma função pública deve lembrar que o poder é temporário e que os direitos dos servidores não dependem da vontade de quem ocupa um “carguinho”, não por mérito ou competência, mas pela habilidade de puxar o saco de políticos.

Memorex

Vale lembrar: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.” É o que estabelece o artigo 1º, parágrafo único, da Constituição Federal. Quem ocupa um cargo público não é dono do poder. É seu representante.

Paradas ocupadas

O prefeito Sílvio Mendes poderia estudar a realocação de camelôs para pontos de ônibus estratégicos, transformando estruturas abandonadas em pequenos estabelecimentos comerciais, criando miniempórios comerciais.

Espaços de conveniência

Em áreas como Bela Vista e Lourival Parente, nas proximidades da BR-316, há paradas deterioradas, tomadas pelo mato e danificadas por vandalismo. A concessão desses espaços a comerciantes, com regras definidas pela Prefeitura, poderia aumentar a circulação, melhorar a segurança e ajudar na conservação, com apoio da Guarda Civil Municipal.

A medida daria vida ao ambiente, poderia reduzir custos de preservação e contribuir para oferecer mais segurança aos passageiros.

Foto: PMTTerminais de integração

Camelôs regularizados

A medida também ofereceria aos camelôs locais regularizados para trabalhar. Antes de construir novas estruturas, vale avaliar como dar função permanente às já existentes.

Lourival Parente

Por falar em Lourival Parente, há tempos a comunidade reclama do acesso fechado à BR. Nos horários de pico, os moradores precisam percorrer quase 3 km no sentido Promorar ou fazer o retorno na Tabuleta para acessar a BR-316, no sentido Dirceu, para entrar na rotatória do Morada Nova. O problema se agrava no retorno de acesso ao Morada Nova, onde o trânsito costuma formar filas quilométricas nos horários de maior movimento.

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