Direto da Redação: Teresina tem 3 mil imóveis fechados no Centro
E mais: na corrida eleitoral para o governo, Joel acredita em vitória em Teresina
Imóveis
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Mais de 3 mil imóveis no Centro de Teresina continuam inabitáveis. Há casos relacionados a disputas de herança, falta de recursos para reformas e proprietários que aguardam a valorização dos imóveis. Uma possibilidade seria a Prefeitura criar um programa para estimular reformas por meio de incentivos, como descontos em taxas de IPTU, além de parcerias em reformas, priorizando aqueles que possam ser destinados à habitação ou a equipamentos públicos.
Centro
O Centro de Teresina enfrenta problemas de conservação, imóveis sem uso e perda de atividade econômica. A recuperação da área poderia envolver recursos dos ministérios das Cidades, do Turismo e da Cultura. A questão é saber por que, até agora, a Prefeitura não apresentou um projeto integrado para o Centro, com diagnóstico, metas, orçamento e articulação com o governo federal. A situação exige urgência para evitar que comerciantes continuem arcando com os efeitos da desorganização e da perda de movimento econômico. O que está faltando para o prefeito e sua equipe se mexerem?
CDL
A CDL (Clube dos Diretores Lojistas) precisa retornar à mesa de negociação com a PMT, dada a importância da reestruturação do Centro da capital. Muitos comerciantes estão sendo sacrificados pela atual situação. A desorganização dos espaços públicos e a ocupação de praças por camelôs também geram dificuldades para o comércio lojista, que precisa disputar espaço e circulação nas próprias calçadas. É preciso buscar uma solução que organize o Centro sem criar novos prejuízos para quem mantém seus estabelecimentos na região.
Turismo
A recuperação do Centro de Teresina também poderia ser tratada como uma política de turismo e cultura. Prédios históricos, espaços públicos e equipamentos culturais podem integrar um roteiro capaz de movimentar comércio, serviços e atividades culturais. Para isso, seria necessário um projeto articulado entre Prefeitura, Estado e governo federal, transformando o patrimônio histórico em parte de uma estratégia de recuperação econômica e turística.
Surubão-Gospel
O chamado “Surubão Gospel”, que circula nas redes sociais e teria relação com nomes ligados ao Banco Master e ao Madame Satã, envolve relatos de deixar o cabelo em pé. O episódio, porém, expõe uma contradição que merece atenção da nossa sociedade: em Brasília, discursos públicos sobre moralidade, família e bons costumes convivem com denúncias, escândalos e suspeitas que atingem diferentes círculos do poder. Quando discurso e prática se distanciam, a conta chega rapidinho, desmontando máscaras.
Surubão-Gospel 2
Segundo relatos que circulam nas redes sociais, todas as pessoas envolvidas no chamado “Surubão-Gospel”, atribuído ao Banco Master e ao Madame Satã, seriam conservadoras e evangélicas. A coluna deixa claro que não tem nada contra as religiões, mas contra aqueles que usam máscaras e põem a religião a serviço da prática de atrocidades e do falso moralismo. As versões mencionam uma festa com 120 mulheres e 20 homens e afirmam que não havia pessoas LGBT. As conversas voam, enquanto o silêncio das famílias tradicionais do “Deus, Pátria e Família” destoa do que vem sendo relatado. É o paradoxo das incongruências humanas.
Casarão
A Casa do Barão de Gurguéia, em Teresina, apresenta problemas estruturais que exigem atenção. Estudo da professora de Arqueologia da UFPI, Elaine Inácio, autorizado pela Arquidiocese, identificou problemas na estrutura e comprometimento do telhado. Algumas salas foram interditadas, e a restauração é esperada para dezembro.
Memória
Pessoas que trabalharam na Casa do Barão de Gurguéia durante o período em que o imóvel abrigou o Museu da Cultura já relatavam problemas na instalação elétrica. Os relatos foram feitos ao jornalista Márcio Felipe, do Portal AZ, antes da situação atual do imóvel e reforçam a necessidade de manutenção permanente em prédios históricos.
Patrimônio
A situação da Casa do Barão de Gurguéia chama atenção para outros imóveis históricos de Teresina que também enfrentam problemas de conservação. Iphan, poder público e proprietários precisam discutir alternativas para impedir que prédios importantes da memória da cidade continuem se deteriorando. É importante ressaltar a responsabilidade pela preservação do patrimônio público.
Ônibus
O prefeito Sílvio Mendes anunciou a licitação para a compra de 96 ônibus novos para o transporte coletivo de Teresina. O plano inclui ainda a licitação de 500 pontos de parada, a recuperação de estações de transbordo e mudanças nas linhas. Com a nova aquisição, a frota em circulação deve passar de 213 para 278 ônibus.
Preço de mercado
A Prefeitura estima gastar R$ 122 milhões na compra dos 96 ônibus. Desse total, R$ 85 milhões virão de uma operação de crédito e R$ 37 milhões serão recursos próprios do município. A divisão de R$ 122 milhões pelos 96 veículos resulta em um custo médio estimado de aproximadamente R$ 1,27 milhão por ônibus. Esse é o valor de referência antes da realização da licitação.
Ônibus: Preço de mercado
O custo médio estimado de R$ 1,27 milhão por ônibus chama atenção quando comparado a referências de mercado para veículos urbanos novos, na faixa de R$ 800 mil a R$ 1 milhão. Pela referência de R$ 1 milhão, os 96 ônibus custariam R$ 96 milhões, R$ 26 milhões menos que o valor anunciado. A diferença precisa ser explicada pelas especificações, equipamentos, incluindo se terão ar-condicionado, e demais itens incluídos no orçamento da Prefeitura. O ar-condicionado não seria luxo, mas uma necessidade para uma capital de clima quente como Teresina.
Estacionamento
Outro desajuste que a Prefeitura de Teresina precisa organizar está nos pontos de estacionamento destinados a taxistas e mototaxistas. Em alguns locais, especialmente nas esquinas, a ocupação desses espaços reduz as vagas disponíveis para o cidadão.
Estacionamento 2
Uma alternativa seria estabelecer limite de permanência e regras de rotatividade, com tempo predeterminado, permitindo que outras pessoas também possam utilizar os espaços públicos. A organização precisa conciliar o direito ao trabalho dos profissionais com o direito de circulação e estacionamento da população.
Promessa cumprida
Orleans Brandão, candidato a governador do Maranhão, prometendo que, se eleito, vai isentar de IPVA as motos com até 180 cilindradas.
No Piauí, o incumbente Rafael Fonteles já cumpriu essa promessa que nem mesmo fez em campanha.
Atrás
Orleans é candidato apoiado pelo tio Carlos Brandão, atual governador do Maranhão, mas segue atrás do, até aqui, favorito na corrida pelo Palácio dos Leões, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide.
Parentesco
Se o leitor do Piauí se espanta com a quantidade de parentes na campanha local, no Maranhão os dois principais concorrentes são primos em primeiro grau.
Tradição
Eduardo Salim Braide é filho do ex-deputado estadual Carlos Braide, eleito cinco vezes para o cargo e que chegou à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão entre 1991 e 1993.
Tradição 2
Já Orleans Braide Brandão é filho de Marcus Brandão, irmão do atual governador Carlos Brandão, e que nunca ocupou cargo eletivo.
Parentesco
O parentesco entre os dois se dá porque Carlos Braide é primo legítimo de Maria do Socorro Braide, mãe de Orleans, o que coloca Eduardo e Orleans como primos.
Líbano
A família Braide tem origem na imigração sírio-libanesa para o Maranhão, ainda no século XIX, e, ao longo das décadas, consolidou presença econômica e política, com ramificações espalhadas por diversas regiões do Brasil. Já a família Brandão é de origem portuguesa, com longa atuação na pecuária do sertão maranhense.
Avançando
Não há registros das pesquisas, mas tanto governo quanto oposição já têm números apontando melhor desempenho de Joel Rodrigues (PP) em Teresina.
A campanha de Rafael Fonteles (PP) deve reforçar as ações na capital.
Teste
Ciro Nogueira mantém dianteira nas sondagens eleitorais.
As disputas no STF podem, porém, ser um problema em sua campanha, que ignora denúncias e segue num portfólio de entregas.
Briga feia
A campanha de deputado estadual vai ser uma batalha fratricida.
Muita gente vai rodar para novos postulantes.