No dia 13 de junho, o Brasil faz sua estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos. A seleção africana anunciou a lista com seus 26 convocados no fim de maio, de modo que Ancelotti e seus comandados já sabem muito bem o que vem pela frente. E a partida inicial é de extrema importância para a “amarelinha”, já que será contra o adversário mais difícil do grupo.
A lista foi divulgada pelo técnico Mohamed Ouahbi, que assumiu a seleção principal em março, após a saída de Walid Regragui. Ouahbi não chega como técnico desconhecido: foi ele quem comandou o Marrocos sub-20 ao primeiro título mundial do país na categoria, em outubro do ano passado, derrotando a Argentina por 2 a 0 na final em Santiago. Agora, repete o desafio sul-americano: desta vez, contra o Brasil de Ancelotti.
Por isso, todo cuidado é pouco para o Brasil na estreia. Se antigamente o Marrocos seria uma presa fácil, hoje em dia, o jogo é equilibradíssimo. E, aliás, não seria nenhum absurdo que se considerasse a seleção do Norte da África como favorita.
Isso porque, no futebol, o fator psicológico pesa muito, e o Brasil vai entrar com uma enorme pressão nesse Mundial. O Marrocos, por outro lado, não tem o mesmo nível de cobrança e justamente pelo bom retrospecto recente, vai chegar leve para a competição, o que torna o rival da estreia bastante perigoso.
A lista anunciada por Mohamed Ouahbi tem os seguintes jogadores para o gol: Bounou (Al Hilal), El Kajoui (Berkane) e Tagnaouti (AS Far). Já nas laterais e na zaga os escolhidos são Aguerd (Olympique de Marselha), Belammari (Al Ahly), Diop (Fulham), El Ouahdi (Genk), Halhal (KV Mechelen), Hakimi (PSG), Mazraoui (Manchester United), Riad (Crystal Palace) e Salah-Eddine (PSV).
No meio-campo, o treinador marroquino optou por Amrabat (Betis), Bouaddi (Lille), El Aynaoui (Roma), El Khannouss (Stuttgart), El Mourabet (Strasbourg), Ounahi (Girona) e Saibari (PSV). E, para fechar, os atacantes são: Brahim Díaz (Real Madrid), Echghouyab (Eintracht Frankfurt), El Kaabi (Olympiacos), Ez Abde (Betis), Gessime (Strasbourg), Rahimi (Al Ain) e Talbi (Sunderland).
O Brasil está no Grupo C da competição e estreia no dia 13 de junho, em Nova Jersey, contra o Marrocos. Além do rival africano, Ancelotti e seus comandados também terão pela frente o Haiti e a Escócia.
Certamente, o grupo não é dos mais difíceis, mas o primeiro jogo será de extrema importância para o Brasil. Uma eventual derrota pode minar a confiança dos jogadores brasileiros, que terão de fazer o último jogo contra a Escócia, um rival que não deve ser tão simples.
Essa imprevisibilidade – Brasil pressionado, Marrocos confiante, Neymar como incógnita – explica por que a estreia da Seleção concentra um dos maiores volumes de palpites do início da Copa. Não à toa, torcedores que estão de olho na competição têm buscado o código promocional Betboom de hoje no Terra para acompanhar as cotações antes do apito inicial em Nova Jersey.
A verdade é que, vindo de campanhas muitos decepcionantes nas últimas Copas, o Brasil terá de saber lidar com a pressão e a ansiedade. Por isso mesmo, a CBF insistiu bastante na contratação de Carlo Ancelotti, por toda a sua experiência e capacidade comprovada. Agora, no Mundial, o italiano terá de fazer valer toda essa bagagem para que a seleção volte a ser competitiva.
Como dito, um dos fatores mais turbulentos para o time de Carlo Ancelotti é a incógnita Neymar. Não há dúvidas de que, tecnicamente, ele é o único supercraque do Brasil, mas há muitos anos não tem conseguido jogar em alto nível. Tanto é verdade que, mesmo no Santos, o atacante frequentemente não consegue fazer a diferença contra rivais mais fracos.
Além disso, sua condição física também preocupa, já que ele vem enfrentando recorrentes problemas de lesão. O atacante, inclusive, ficou fora dos últimos jogos do Santos porque sofreu uma lesão na panturrilha direita na derrota por 3 a 0 frente ao Coritiba.
Portanto, até que ponto ele estará preparado para ajudar o Brasil na Copa? Se estiver em boas condições físicas e técnicas, não há dúvidas de que poderá ser muito útil para a seleção, principalmente pelo fato de a competição ser de tiro curto e no formato mata-mata. Mas resta saber como Neymar, de fato, vai chegar para o Mundial.