Fifa libera entrada de água após críticas sobre calor na Copa

Entidade recua de restrição e autoriza garrafas descartáveis nos estádios

A Fifa voltou atrás e passou a permitir que torcedores levem garrafas de água para os estádios da Copa do Mundo de 2026. A mudança foi anunciada na sexta-feira (5), após críticas de especialistas e preocupações crescentes com os efeitos das altas temperaturas previstas durante o torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Foto: AP/Charlie Riedel
Fifa flexibiliza regra e libera entrada de água diante das preocupações com o calor na Copa.

Pelas novas regras, os espectadores poderão entrar com uma garrafa de água descartável, de plástico flexível, com capacidade de até 590 mililitros e lacrada de fábrica nos jogos realizados nos Estados Unidos e no Canadá.

A decisão representa um recuo em relação à política adotada pela entidade poucos dias antes do início da competição, quando a entrada de garrafas de água havia sido proibida. Na ocasião, a Fifa alegou razões de segurança e afirmou que recipientes poderiam ser arremessados em direção ao campo ou causar ferimentos.

Apesar da flexibilização, a entidade manteve a proibição de garrafas reutilizáveis e rígidas. Segundo o diretor de operações da Fifa, Heimo Schirgi, a restrição permanece por questões de segurança nos estádios.

O debate ganhou força diante das previsões de calor intenso durante a Copa. Estudos recentes indicam que parte significativa das partidas poderá ser disputada sob condições consideradas preocupantes para atletas e torcedores, ampliando os riscos de desidratação e de problemas relacionados à exposição prolongada ao calor.

Em resposta às críticas, a Fifa afirmou que trabalha em conjunto com autoridades locais e comitês organizadores para ampliar medidas de mitigação térmica. Entre as ações previstas estão pontos de hidratação, estações de nebulização, ventiladores, áreas de resfriamento e estruturas de apoio ao redor dos estádios.

Especialistas alertam que a hidratação adequada será um dos principais desafios da competição. Em situações de calor extremo, a perda excessiva de líquidos pode provocar desde tonturas, fadiga e dores de cabeça até quadros mais graves, como exaustão térmica e insolação.

A entidade também informou que os preços das garrafas de água vendidas dentro dos estádios seguirão os padrões praticados em outros eventos realizados nas arenas que receberão partidas do Mundial.

Leia também