A seleção do Irã poderá interromper suas partidas na Copa do Mundo caso torcedores exibam bandeiras consideradas não oficiais ou promovam manifestações contra a equipe dentro dos estádios. O aviso foi feito pelo ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, em meio ao aumento das tensões políticas que cercam a participação iraniana no torneio.
Segundo a imprensa local, Donyamali afirmou que a Federação Iraniana de Futebol já comunicou à FIFA que o responsável pela delegação terá a obrigação de suspender a partida caso ocorram protestos durante os jogos da equipe.
"Informamos à FIFA que, se bandeiras não oficiais forem levadas ou slogans contra a seleção nacional forem entoados nos estádios onde o Irã jogar na Copa, o responsável pela equipe terá a obrigação de interromper a partida", declarou o ministro, de acordo com veículos iranianos.
A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11), e o Irã estreia diante da Nova Zelândia, em Los Angeles, no próximo dia 15. Na sequência, enfrenta a Bélgica, também na Califórnia, e encerra a fase de grupos contra o Egito, em Seattle.
A participação iraniana no Mundial tem sido marcada por controvérsias. Em abril, manifestantes protestaram durante o Congresso da FIFA, em Vancouver, pedindo a exclusão do país da competição. Os grupos alegam que a seleção representa interesses do regime iraniano, e não da população.
Outro foco de tensão envolve o duelo contra o Egito. As federações dos dois países solicitaram à FIFA que evitasse ações ligadas ao orgulho LGBTQIA+ durante a partida, marcada para Seattle, cidade que programou atividades relacionadas à Parada do Orgulho no período do confronto.
Além das questões políticas, a equipe enfrenta restrições logísticas. Segundo autoridades americanas, os jogadores poderão entrar nos Estados Unidos apenas um dia antes de cada compromisso, ampliando os desafios para a preparação no torneio.