A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro na final do salto do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, disputado neste sábado (24), em Roterdã, na Holanda. Com média de 14,466 pontos, a atleta confirmou o favoritismo e garantiu o terceiro título mundial no aparelho, repetindo os resultados obtidos em 2021, em Kitakyushu, no Japão, e em 2023, em Antuérpia, na Bélgica. A conquista marca o retorno da brasileira ao topo do pódio mundial após três anos sem disputar o campeonato e representa mais um capítulo de sua trajetória histórica no esporte.
Na decisão, Rebeca recebeu 14,400 pontos no primeiro salto e 14,133 no segundo, alcançando a média final de 14,466. A norte-americana Claire Pease ficou com a medalha de prata, com 14,233 pontos, enquanto sua compatriota Skye Blakely conquistou o bronze, com 14,166. A brasileira conseguiu garantir a liderança sem apresentar o Cheng, salto de maior dificuldade que poderia elevar sua pontuação. A final foi acompanhada pela norte-americana Simone Biles, uma das maiores referências da ginástica mundial, que esteve nas arquibancadas como convidada, mas não participou da competição.
Com o resultado, Rebeca chegou a dez medalhas em Campeonatos Mundiais, sendo quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. A ginasta também soma seis medalhas olímpicas, conquistadas nos Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024, incluindo duas de ouro. O tricampeonato tornou a brasileira a primeira atleta do país a conquistar três títulos mundiais em uma mesma prova e a segunda ginasta da história a alcançar esse feito no salto, depois da chinesa Cheng Fei. O resultado reforça a posição de Rebeca entre os principais nomes da modalidade e amplia seu legado na ginástica artística internacional.
O título também representa uma etapa importante no retorno da atleta às competições internacionais em 2026. Após um período dedicado à recuperação física e mental, Rebeca voltou a competir em junho, quando conquistou o ouro no salto no Campeonato Pan-Americano, realizado no Rio de Janeiro. A preparação atual busca conciliar a evolução técnica com a preservação da saúde, tendo como horizonte os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. O Brasil ainda terá outra oportunidade de medalha no Mundial de Roterdã neste domingo (25), quando Flávia Saraiva disputará a final da trave.