O programa Gás do Povo, anunciado recentemente pelo governo federal, deverá demandar investimentos de até R$ 1,3 bilhão por parte das distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O objetivo é atender à nova demanda gerada pela ampliação do acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda, promovendo inclusão social e segurança alimentar em todo o Brasil .
Segundo estudo da consultoria Kearney, os recursos serão destinados principalmente à aquisição de novos botijões e à adaptação da infraestrutura de distribuição. Espera-se que o programa exija um incremento de cinco a dez milhões de embalagens para suprir o aumento do consumo, já que atualmente cerca de 140 milhões de botijões circulam no país .
O governo federal prevê iniciar as entregas dos botijões já em novembro, com a meta de atingir a capacidade máxima do programa até março do próximo ano. Para viabilizar a operação, as distribuidoras estão em negociação com fornecedores para garantir o fornecimento dos novos botijões e a logística necessária para atender à população beneficiada.
Além do impacto social, o Gás do Povo também representa um desafio logístico e financeiro para o setor, que precisará se adaptar rapidamente às novas exigências.