Documentos internos da Meta Platforms indicam que a empresa obteve cerca de US$ 16 bilhões em receita no ano anterior graças à veiculação de anúncios fraudulentos em suas plataformas, que somam Facebook, Instagram e WhatsApp. Um dos relatórios aponta que diariamente cerca de 15 bilhões de anúncios de “maior risco”, com indícios claros de fraude, foram exibidos aos usuários.
Segundo relatório de dezembro de 2024, cerca de 10,1% da receita total da empresa estaria vinculada à publicidade suspeita. A Meta projetava reduzir essa proporção para 7,3% até o fim de 2025 e 6% em 2027, conforme memorando interno.
Ao mesmo tempo, os documentos revelam que a Meta fixou limites para as medidas de remoção de anunciantes suspeitos: apenas quando suas análises automatizadas alcançavam 95% de certeza sobre fraude é que o anunciante era banido. Em outros casos, a plataforma optava por cobrar taxas adicionais, mas permitia a continuidade das campanhas.
O porta-voz da empresa questionou a interpretação dos documentos e afirmou que a estimativa era “grosseira e excessiva”, alegando que continha anúncios legítimos. Já especialistas em regulação de tecnologia veem o caso como mais um desafio à transparência das plataformas e à proteção do usuário contra fraudes on-line.