Dupla é presa por suspeita de monitorar promotor e agente de presídios
Segundo o Gaeco, grupo ligado ao PCC registrava rotas, horários e veículos das vítimas
A Polícia prendeu dois homens apontados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, como integrantes de um núcleo do PCC suspeito de monitorar autoridades. Victor Hugo da Silva, de 20 anos, e Adilson Audinir Oliveira Junior, de 31, foram detidos na sexta-feira (14), no interior paulista.
Segundo a investigação, o grupo acompanhava a rotina do promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina. Os investigadores afirmam que os suspeitos reuniam informações sobre endereços, rotas, horários, placas de veículos, fotografias e vídeos das autoridades.
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Victor Hugo foi preso em Presidente Prudente e Adilson, em Álvares Machado, cidades separadas por cerca de 11 quilômetros. Os dois foram localizados pela mesma equipe policial.
Suspeitos teriam funções diferentes
De acordo com a denúncia apresentada pelo Gaeco em 27 de julho, Victor Hugo, conhecido como “VH” ou “Falcão”, seria responsável por acompanhar Medina em Presidente Venceslau.
A investigação aponta que ele teria registrado em vídeo os deslocamentos do coordenador de presídios e seguido a mulher dele.
Adilson, chamado de “Ju Machado”, é apontado como interlocutor de Sérgio Garcia da Silva, conhecido como “Messi”, e teria atuado na eliminação de rastros digitais deixados pelo grupo.
Além dos dois presos, também foram denunciados Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o “Corinthinha”, e Sérgio Garcia da Silva, o “Messi”.
Prisões são preventivas
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 3ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, do Foro Criminal da Barra Funda, em São Paulo.
Durante a prisão de Adilson, os policiais apreenderam um celular. Segundo o registro da ocorrência, ele teria resistido à abordagem e foi algemado sob alegação de risco de fuga. Victor Hugo foi localizado posteriormente em uma residência na cidade vizinha.
Os dois passaram por audiência de custódia neste sábado (15). O juiz Michel Feres considerou regulares as prisões, mas determinou que a Promotoria de Justiça e a Corregedoria da Polícia Militar fossem comunicadas sobre uma suspeita de abuso durante a prisão de Adilson.
Até a publicação da reportagem, a defesa dos dois suspeitos não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Fonte: SBT News