RPPS de 18 estados e municípios podem perder R$ 2 bi após liquidação do Master

Outros entes também registram cifras expressivas, como Amapá (R$ 400 milhões), Maceió (R$ 97 milhões), São Roque (R$ 93,15 milhões) e Cajamar (R$ 87 milhões).

Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de 18 estados e municípios podem enfrentar perdas que se aproximam de R$ 2 bilhões após a liquidação extrajudicial do Banco Master. Os dados são do Ministério da Previdência, que identificou aportes de R$ 1,86 bilhão aplicados em letras financeiras emitidas pela instituição.

Foto: Michael Melo/Metrópoles

O montante exposto corresponde a recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos. O Rio de Janeiro concentra a maior parte do valor, com R$ 970 milhões investidos. Outros entes também registram cifras expressivas, como Amapá (R$ 400 milhões), Maceió (R$ 97 milhões), São Roque (R$ 93,15 milhões) e Cajamar (R$ 87 milhões).

A lista inclui ainda:
Angélica (MS), R$ 2 milhões; Aparecida de Goiânia (GO), R$ 40 milhões; Araras (SP), R$ 29 milhões; Campo Grande (MS), R$ 1,2 milhão; Congonhas (MG), R$ 14 milhões; Amazonas (AM), R$ 50 milhões; Fátima do Sul (MS), R$ 7 milhões; Itaguaí (RJ), R$ 59,6 milhões; Jateí (MS), R$ 2,5 milhões; Paulista (PE), R$ 3 milhões; Santa Rita D’Oeste (SP), R$ 2 milhões; Santo Antônio de Posse (SP), R$ 7 milhões; São Gabriel do Oeste (MS), R$ 3 milhões.

A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central na terça-feira (18), após a constatação de “grave crise de liquidez” e de “graves violações” às normas do sistema financeiro. A instituição possuía patrimônio líquido de R$ 3,214 bilhões e um total de R$ 86,4 bilhões em ativos, segundo dados atualizados até março de 2025.

No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou operação que resultou em cinco prisões preventivas, duas temporárias e 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal. Também houve bloqueio judicial de R$ 12,2 bilhões, além da apreensão de carros de luxo, obras de arte e relógios.

O caso segue sob apuração, enquanto os regimes previdenciários aguardam definição sobre possíveis coberturas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os impactos efetivos sobre as reservas dos servidores.

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