O reajuste tarifário aplicado à conta de luz no Piauí nos últimos dois anos resultou em uma variação média de 4,65%, valor próximo à inflação acumulada no mesmo período, estimada em 4,57%. Os índices são definidos anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que calcula o impacto final percebido pelos consumidores. Em 2024, o estado teve redução de -4,28%, enquanto em 2025 passa por novo aumento.
A análise por categorias revela diferenças significativas. Para os consumidores de alta tensão do Grupo A, indústrias e grandes estabelecimentos, o reajuste médio acumulado foi de 1,62%, abaixo da inflação. Já para o Grupo B, composto por residências, pequenos comércios e iluminação pública, a alta média no período foi de 5,33%.
Entre os clientes residenciais de baixa tensão, o efeito médio acumulado chega a 5,16%. Mais de 540 mil desses consumidores são atendidos pela Tarifa Social de Energia Elétrica, que assegura desconto integral para consumo de até 80 kWh mensais, por meio do Programa Luz do Povo, implementado pelo Governo Federal em julho deste ano.
A partir de 2 de dezembro de 2025, entra em vigor o novo reajuste anual no Piauí. O consumidor perceberá um impacto médio de 13,57% na conta de luz. Desse total, 1,19% corresponde aos custos operacionais da Equatorial Piauí. Em uma fatura de R$ 100,00, R$ 29,10 são destinados à distribuidora para operação, manutenção e investimentos; R$ 37,55 são repassados a geradoras, transmissoras e outros agentes do setor elétrico; e R$ 33,35 correspondem a impostos e contribuição para iluminação pública.