O artesanato piauiense movimentou mais de R$ 755 mil em 2025, impulsionado por políticas públicas estaduais que fortaleceram a comercialização, ampliaram o acesso a mercados e consolidaram o setor como vetor da economia criativa.
Os resultados reúnem as vendas registradas na Casa do Artesão Design Mestre Albertino e a participação do Piauí em feiras nacionais promovidas pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB). As ações foram conduzidas pela Secretaria da Cultura (Secult) e pela Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi), com foco na geração de renda e na valorização do fazer manual.
Inaugurada como espaço multifuncional de promoção e comercialização, a Casa do Artesão Design Mestre Albertino tornou-se um dos principais instrumentos dessa estratégia. Entre janeiro e novembro, o local registrou R$ 244.459,10 em vendas, apoiado por estrutura de exposição, equipe de vendas e serviços que reduziram a burocracia para os artesãos.
Segundo a Sudarpi, o desempenho reflete um processo de modernização do setor, que alia tradição e inovação. Produtos que ressaltam a identidade regional, como peças inspiradas na Serra da Capivara e símbolos do estado, figuram entre os mais procurados pelo público.
Artesãos atendidos pelo espaço relatam impacto direto na rotina de trabalho e na ampliação das oportunidades de mercado. A centralização da comercialização e o suporte oferecido pela Casa permitiram aumento de produção, maior visibilidade e ganhos financeiros mais estáveis.
Além do mercado local, o artesanato piauiense ampliou presença no cenário nacional. Em 2025, a participação em feiras do PAB movimentou R$ 511.096,05. O maior volume foi registrado na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), em Olinda, com R$ 276.457,00 em vendas. Também integraram o calendário o Salão do Artesanato de São Paulo, a Fenacce, em Fortaleza, e a Fenaba, em Salvador.
Para a gestão estadual, os números consolidam o artesanato como atividade econômica relevante, capaz de preservar a identidade cultural e gerar impactos sociais, como inclusão produtiva e autonomia financeira. A avaliação é de que o setor vive um novo ciclo de desenvolvimento dentro da economia criativa, com resultados que extrapolam a dimensão cultural e alcançam o desenvolvimento regional.