O Canadá anunciou a reabertura de seu mercado à carne de frango brasileira, encerrando todas as restrições impostas após um episódio sanitário em 2025, enquanto o Japão confirmou a realização de uma auditoria no sistema de controle da carne bovina do Brasil, passo decisivo para a abertura do mercado japonês.
O sinal verde dado pelo governo canadense marca o fim do ciclo de suspensões adotadas por parceiros comerciais depois da identificação de um caso isolado de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja no Rio Grande do Sul, em maio deste ano. A informação foi comunicada oficialmente ao Ministério da Agricultura e Pecuária e confirmada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Segundo a entidade, a decisão reforça a confiança internacional no sistema sanitário brasileiro. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a reabertura consolida um processo conduzido com base em transparência, rigor técnico e articulação diplomática, que permitiu ao país recuperar rapidamente o acesso aos mercados.
A associação também destacou o papel do Ministério da Agricultura na coordenação das ações técnicas e no diálogo com os países importadores, apontando que a atuação integrada entre governo e setor produtivo foi determinante para a normalização dos embarques.
No mesmo movimento de avanço nas relações comerciais, o governo japonês informou que realizará, em março de 2026, uma auditoria no sistema sanitário brasileiro voltado à carne bovina. A missão técnica será conduzida por especialistas do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão e terá como foco a análise de riscos, sem inspeções presenciais em frigoríficos.
De acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil, a auditoria integra o protocolo sanitário bilateral em negociação e ocorre após o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação, requisito considerado central pelas autoridades japonesas.
O Japão é visto pelo governo brasileiro como um mercado estratégico, especialmente para carnes de maior valor agregado e com elevados padrões sanitários. A expectativa é que as etapas técnicas avancem ao longo de 2026, abrindo caminho para a entrada da carne bovina brasileira em um dos mercados mais exigentes do mundo.