Novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor nesta quinta-feira

Reajuste de 6,79% equivalente a R$ 103, impacta renda, consumo e arrecadação

O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, passou a valer a partir desta quinta-feira (1º). O valor representa um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518. O aumento foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a divulgação dos índices econômicos que embasam o cálculo anual do mínimo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Carteira de trabalho

O reajuste considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou alta de 4,18% em 12 meses até novembro, além do crescimento da economia registrado dois anos antes. Em novembro, o INPC apresentou variação de 0,03%, refletindo o comportamento dos preços para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo valor do salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia. O impacto ocorre principalmente por meio do aumento da renda disponível, do consumo das famílias e da arrecadação tributária, mesmo em um cenário de maior controle dos gastos públicos.

A regra atual de valorização do salário mínimo prevê correção pela inflação acumulada e pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Embora o IBGE tenha confirmado expansão de 3,4% da economia em 2024, o arcabouço fiscal limita o ganho real a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Com isso, o valor calculado chegou a R$ 1.620,99 e, após o arredondamento previsto em lei, foi fixado em R$ 1.621.

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