O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 0,33% em dezembro. Com o resultado, a inflação acumulada de 2025 chegou a 4,26%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9).
O índice encerrou o ano dentro do limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite variação entre 1,5% e 4,5%.
De acordo com o IBGE, o principal impacto sobre a inflação anual veio do grupo habitação, que acumulou alta de 6,79% em 2025, bem acima dos 3,06% registrados no ano anterior. Dentro desse grupo, a energia elétrica residencial teve o maior peso individual no índice, com aumento acumulado de 12,31%.
Por outro lado, o grupo alimentação e bebidas apresentou desaceleração significativa. Após subir 7,69% em 2024, o grupo fechou 2025 com alta de 2,95%. A principal contribuição para esse comportamento veio da alimentação no domicílio, cuja variação caiu de 8,23% no ano anterior para 1,43%.
Entre junho e novembro, os preços da alimentação consumida em casa registraram queda por seis meses consecutivos, acumulando recuo de 2,69%. Nos demais meses do ano, houve alta total de 4,23%, o que ajudou a equilibrar o resultado final.
O desempenho do IPCA ao longo de 2025 reflete um cenário de pressões concentradas em custos de moradia e energia, enquanto os preços dos alimentos apresentaram alívio ao longo do ano. O resultado dentro da meta reforça a avaliação de controle inflacionário, embora alguns grupos sigam pressionando o orçamento das famílias.