Transnordestina recebe novo aporte de R$ 106 milhões do fundo do Nordeste

Liberação eleva para R$ 1,8 bilhão os recursos do FDNE no projeto e mantém obras em ritmo contínuo

A Ferrovia Transnordestina recebeu um novo aporte de R$ 106,2 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), autorizado nesta quinta-feira (8), elevando para R$ 1,806 bilhão o volume de recursos federais liberados para a obra desde a assinatura do termo aditivo em 2024.

Foto: Divulgação TLSA
Transnordestina recebe novo aporte de R$ 106 milhões do fundo do Nordeste

investimento foi aprovado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e integra o pacote de R$ 3,6 bilhões firmado pelo governo federal com a Transnordestina Logística S.A. (TLSA). A estratégia prevê a liberação gradual dos recursos até 2027, com a meta de atingir R$ 2 bilhões em crédito do FDNE e assegurar previsibilidade financeira ao empreendimento.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o projeto deverá consumir aproximadamente R$ 15 bilhões ao final da execução, sendo R$ 4,4 bilhões provenientes da Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI). Desde 2023, a pasta centraliza a captação e a gestão dos recursos voltados à conclusão da ferrovia.

De acordo com o secretário da SNFI, Eduardo Tavares, a prioridade do governo é garantir estabilidade jurídica e fluxo contínuo de investimentos. Ele afirma que a repactuação dos contratos e o acompanhamento rigoroso da execução física e financeira permitiram que o empreendimento alcançasse 79% de conclusão, com todos os 22 lotes da ferrovia já contratados.

A Fase I da Transnordestina, que soma 1.206 quilômetros, liga São Miguel do Fidalgo, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará, e está prevista para ser concluída até 2027. Esse trecho concentrará a maior parte da operação inicial da ferrovia, permitindo o escoamento de cargas do interior nordestino até o litoral.

Em dezembro de 2025, o empreendimento avançou para a etapa de testes operacionais após a emissão da Licença de Operação pelo Ibama, autorizando a circulação experimental de trens entre o Piauí e o Ceará. O governo avalia que a ferrovia será um eixo estratégico para a logística da região, conectando áreas produtoras de grãos e minérios aos terminais portuários do Nordeste.

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