O Governo do Piauí vem consolidando uma política de segurança hídrica voltada ao enfrentamento da estiagem e à redução das vulnerabilidades sociais nas regiões mais afetadas pela seca. As ações combinam obras estruturantes, iniciativas comunitárias e programas permanentes que já apresentam resultados concretos em número de beneficiários e municípios atendidos.
Um dos principais eixos é o Programa Água Doce, executado em parceria com o Governo Federal. Atualmente, mais de 12 mil pessoas em 20 municípios piauienses são atendidas por 85 sistemas de dessalinização instalados em comunidades rurais, produzindo cerca de 182 mil litros de água potável por dia. Entre 2023 e 2025, 12.871 pessoas passaram a ter acesso direto à água tratada, e a previsão é implantar mais 45 sistemas até 2028, alcançando outros 26 municípios.
Na área de infraestrutura hídrica, o Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) investe na construção e recuperação de barreiros e pequenas barragens. Em Dirceu Arcoverde, cerca de R$ 1 milhão foi aplicado em mais de 18 estruturas, garantindo água para consumo humano, produção agrícola e criação de animais, fortalecendo a permanência das famílias no campo.
Já a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) ampliou o acesso à água por meio da construção de cisternas. Em 2025, mais de mil unidades já foram entregues em 34 municípios, com a meta de chegar a 1.400 até o fim do ano. O investimento total é de aproximadamente R$ 41 milhões, dentro de um programa que prevê 4.769 cisternas, beneficiando agricultores familiares, comunidades quilombolas e mulheres chefes de família.
Além dessas frentes, o Estado também executa perfuração de poços, implantação de sistemas simplificados de abastecimento e recuperação de barragens, integrando uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas. As ações reforçam a segurança hídrica, reduzem a dependência de medidas emergenciais e promovem desenvolvimento sustentável no semiárido piauiense.