O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve entrar em vigor no segundo semestre de 2026, após a assinatura prevista para sábado (17) e a aprovação pelos parlamentos do bloco europeu e dos países sul-americanos.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin disse que o tratado, negociado há cerca de 25 anos, finalmente deve sair do papel. Segundo ele, após a assinatura formal, o acordo precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu e, no Brasil, pelo Congresso Nacional, para então ser incorporado à legislação interna.
A expectativa do governo é que esse processo legislativo seja concluído ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo passe a valer na segunda metade do ano.
Alckmin classificou o pacto como o maior acordo comercial entre blocos do mundo, ao reunir os cinco países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia — e os 27 integrantes da União Europeia, formando um mercado de 720 milhões de pessoas e cerca de US$ 22 trilhões em produção econômica.
Segundo o ministro, o acordo prevê a eliminação de tarifas e a criação de um regime de livre comércio com regras, o que deve ampliar tanto as exportações brasileiras quanto a entrada de produtos europeus no mercado nacional.
“Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade. Comércio exterior, hoje, é emprego na veia”, afirmou, ao destacar que muitas empresas dependem do mercado externo para manter suas operações.
Para Alckmin, o entendimento entre Mercosul e União Europeia também tem um peso político. Em um cenário internacional marcado por guerras, tensões geopolíticas e avanço do protecionismo, o acordo, segundo ele, sinaliza que o diálogo e a negociação continuam sendo caminhos viáveis para fortalecer o multilateralismo e o comércio global.