O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que terá de reembolsar R$ 6,3 bilhões a pessoas físicas e jurídicas após a liquidação do Will Bank, instituição que atendia cerca de 12 milhões de clientes e integrava o conglomerado financeiro do Banco Master.
O cálculo do FGC considera depósitos e investimentos elegíveis mantidos no Will Bank antes da aquisição da instituição pelo Banco Master, concluída em 30 de agosto de 2024. Segundo o fundo, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite máximo de cobertura de R$ 250 mil por cliente dentro de um mesmo conglomerado financeiro.
Caso o credor já tenha atingido esse teto em liquidações anteriores envolvendo o Banco Master, o Banco Master de Investimento ou o Letsbank, não haverá novos valores a receber. Isso ocorre porque todas as instituições fazem parte do mesmo grupo prudencial para fins de garantia.
Os recursos que ultrapassarem o limite coberto pelo FGC entram no processo de liquidação do Will Bank. Nessa condição, os clientes passam a figurar como credores quirografários da massa falida, sem garantia de ressarcimento integral.
Apesar de não haver prazo legal para o início dos pagamentos, o histórico recente do fundo aponta que os reembolsos costumam começar entre 30 e 60 dias após a liquidação, a depender do envio e da consolidação da base de dados pelo liquidante.
O Will Bank movimentou cerca de R$ 7,5 bilhões no último ano e operava com produtos como cartões de crédito, empréstimos e investimentos. Com o decreto de liquidação, cabe ao liquidante encaminhar ao FGC a relação detalhada dos credores e valores devidos.
Enquanto aguarda a base oficial, o FGC orienta que os clientes realizem o cadastro básico em seu aplicativo. Pessoas físicas devem solicitar a garantia pelo app, enquanto pessoas jurídicas fazem o procedimento pelo site do fundo. Após a confirmação e assinatura digital do termo de solicitação, o pagamento é feito em até 48 horas úteis.