O Grupo Votorantim firmou nesta quinta-feira (29) um contrato para a venda da totalidade de sua participação na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para a chinesa Chinalco e a anglo-australiana Rio Tinto. O negócio envolve cerca de R$ 4,7 bilhões e representa a transferência do controle da empresa.
Pelo acordo, serão vendidas 446,6 milhões de ações da CBA, o equivalente a 68,596% do capital total e votante da companhia. O valor considera um preço base de R$ 10,50 por ação, a ser pago integralmente no fechamento da operação, levemente acima da cotação de mercado.
Com a transação, a participação da Votorantim na CBA é avaliada em aproximadamente R$ 4,689 bilhões. A empresa como um todo tem valor de mercado estimado em torno de R$ 6,7 bilhões, segundo dados do setor.
De acordo com informações divulgadas pela agência Bloomberg, a Chinalco ficará com a maior parte do capital da nova controladora da CBA, enquanto a Rio Tinto deve deter cerca de 30% da joint venture formada pelas duas multinacionais. Após a conclusão da compra, o plano é realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações dos acionistas minoritários da companhia brasileira.
Fontes do mercado indicam que a Votorantim buscava um parceiro para viabilizar um investimento estimado em US$ 2,5 bilhões no projeto Rondón, voltado à exploração de uma mina de bauxita na Amazônia. Durante essas negociações, a Chinalco demonstrou interesse em adquirir o controle da CBA, o que levou ao acordo anunciado.
A Companhia Brasileira de Alumínio possui cerca de 7.262 funcionários e atua na produção de alumínio e de energia renovável, sendo uma das principais empresas do setor no país. A operação ainda depende do cumprimento de etapas regulatórias para ser concluída.