Previdência privada cresce e vira opção para completar a renda na aposentadoria

Especialistas dizem que plano ajuda a manter padrão de vida além do INSS no futuro

A previdência privada aberta segue sendo uma ferramenta importante para quem deseja complementar a renda na aposentadoria, apesar de uma queda expressiva na captação líquida registrada em 2025. Dados do setor mostram que, entre janeiro e outubro do ano passado, a captação líquida somou R$ 4,2 bilhões, uma retração de cerca de 91,8% em relação a 2024, impactada em parte por mudanças na tributação sobre aportes. Mesmo assim, o total de planos ativos permanece elevado, com 13,6 milhões de contratos, e o patrimônio do setor alcançou R$ 1,7 trilhão no período. 

Foto: Freepik

A maioria das movimentações no mercado foi concentrada nos planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que representam cerca de 91% da captação bruta e 88% das provisões técnicas, e as contratações individuais responderam por 91% dos aportes realizados. Entre os resgates feitos pelos participantes, 53% foram parciais e 47% totais, refletindo uma maior saída de recursos em comparação ao ritmo de contribuições. 

Especialistas ouvidos pelo setor destacam que a previdência privada não substitui o sistema público de aposentadoria do INSS, mas funciona como uma suplementação de renda para manter o padrão de vida após a saída do mercado de trabalho. A crescente longevidade da população faz com que muitos optem por acumular patrimônio a longo prazo, para garantir condições financeiras mais estáveis no futuro. 

Apesar dos desafios recentes, como a tributação que reduziu incentivos em 2025, dirigentes da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) ressaltam que o mercado tem um crescimento estrutural de cerca de 8% ao ano, superior ao ritmo do PIB, evidenciando a relevância do produto como instrumento de planejamento financeiro e segurança futura. 

Leia também