Reajuste de plano de saúde será o menor em 26 anos, define ANS

Agência autoriza aumento máximo de 5,11% para contratos individuais e familiares

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 5,11% o reajuste máximo anual dos planos de saúde individuais e familiares para 2026. O índice foi aprovado nesta sexta-feira (29) e representa o menor aumento autorizado desde 2000, desconsiderando o período da pandemia de covid-19, quando houve redução nos preços.

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
ANS define menor reajuste anual de planos de saúde desde 2000.

O reajuste vale para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 e será aplicado no mês de aniversário de cada contrato. Segundo a ANS, cerca de 7,7 milhões de brasileiros possuem planos individuais ou familiares, modalidade que corresponde a 14,5% dos usuários de assistência médica privada no país.

O percentual ficou abaixo dos reajustes autorizados nos últimos anos. Em 2025, o teto havia sido de 6,06%. Já em 2024, o índice chegou a 6,91%, enquanto em 2022 atingiu 15,5%.

A agência explicou que o cálculo considera fatores diferentes da inflação geral da economia. Entre os critérios analisados estão o aumento das despesas médicas, a frequência de uso dos serviços de saúde e os custos operacionais das operadoras.

A metodologia utilizada pela ANS combina o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), responsável por 80% da composição do reajuste, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com peso de 20%.

Embora o reajuste tenha ficado acima da inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA-15, de 4,64%, a agência sustenta que os custos do setor de saúde suplementar seguem dinâmica própria.

Segundo a ANS, contratos com aniversário em maio e junho poderão ter a cobrança reajustada a partir de julho ou agosto, com possibilidade de retroatividade ao mês de renovação.

Foto: Arte ANS

Os planos empresariais e coletivos não entram na regra definida pela agência. Nesses casos, os reajustes são negociados diretamente entre operadoras e empresas contratantes.

Leia também