EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e dão prazo até julho

Alguns itens estratégicos ficarão de fora da taxação como café, petróleo e minérios metálicos

O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar tarifa de 25% sobre grande parte das importações vindas do Brasil. A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e ainda passará por consultas públicas antes de uma decisão definitiva.

Foto: Reprodução/Instagram
Donald Trum e Lula durante encontro na Casa Branca

A iniciativa foi apresentada no âmbito da chamada Seção 301 da legislação comercial americana, instrumento utilizado para investigar práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos dos Estados Unidos. Segundo o USTR, o Brasil mantém políticas que impactam o comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões relacionadas ao desmatamento ilegal.

Caso a proposta avance, diversos produtos brasileiros poderão ser atingidos pela nova taxação. Entretanto, itens classificados como estratégicos para a segurança nacional dos EUA ficarão de fora da medida. Entre eles estão produtos como carne bovina, café, determinadas frutas, castanhas, especiarias, petróleo e minérios metálicos.

O governo norte-americano informou que realizará uma audiência pública no dia 6 de julho para discutir a proposta com representantes do setor produtivo e demais interessados. A definição sobre eventuais sanções ou medidas corretivas deverá ocorrer até 15 de julho.

A possibilidade de uma nova ação comercial dos Estados Unidos já era aguardada pelo governo brasileiro. Nos bastidores, a expectativa era de que Washington apresentasse uma recomendação de punição, mas sem implementação imediata.

Em comunicado, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as discussões com o governo brasileiro avançaram nos últimos meses, mas que ainda existem divergências relevantes sobre os temas investigados.

Segundo ele, o diálogo entre os dois países continuará antes do prazo final para a adoção de eventuais medidas contra o Brasil. A decisão pode impactar setores importantes da economia brasileira e gerar novos desdobramentos nas relações comerciais entre Brasília e Washington.

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