O governador Rafael Fonteles anunciou a criação de um programa para eliminar a falta de professores em disciplinas da Universidade Estadual do Piauí. A iniciativa, prevista para começar em 2026, terá investimento de R$ 3,2 milhões e funcionará por meio de editais semestrais para atender todos os campi da instituição.
Batizado de Programa de Gestão Especial da Oferta (PGEO), o projeto pretende garantir a continuidade das atividades acadêmicas e evitar prejuízos aos estudantes que hoje enfrentam lacunas na grade curricular. A estratégia prevê o pagamento de bolsas para docentes ativos, aposentados e visitantes, além de técnicos com qualificação para assumir componentes curriculares sem professor.
Segundo o governo, a medida tem caráter emergencial e será mantida até a realização de um concurso público mais amplo para professores efetivos. No mesmo anúncio, o chefe do Executivo confirmou a nomeação de mais 47 docentes, elevando o quadro da universidade para mais de mil profissionais.
De acordo com a reitoria, a Uespi possui atualmente 1.006 professores efetivos e 191 substitutos. A ampliação do corpo docente e a adoção do novo programa são apontadas como centrais para regularizar a oferta de disciplinas em todos os cursos e campi.
O pró-reitor de Ensino e Graduação, Arnaldo Brito, afirmou que a ação responde a uma demanda imediata dos alunos e está alinhada ao plano de gestão da universidade para assegurar que nenhum componente curricular fique sem professor.
Ao anunciar o programa, Fonteles disse que a expansão da instituição deve ocorrer com foco na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão e que nenhuma unidade pode manter disciplinas descobertas.