Professora Rosilane Magalhães e sua orientanda Danielle Rodrigues na defesa da dissertação do mestrado
Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (UFPI) analisou o nível de conhecimento sobre hepatite B e a situação vacinal de estudantes de Enfermagem em seus três campi. O estudo avalia o risco de contaminação durante a formação acadêmica, essencial para futuros profissionais da saúde. A dissertação foi defendida no mestrado em 9 de março.
A hepatite B, uma infecção viral que pode ser prevenida por vacinação, ainda é um problema de saúde pública significativo. Estudantes de Enfermagem são particularmente vulneráveis devido à exposição em práticas acadêmicas, destacando a importância de uma imunização completa e de conhecimento aprofundado sobre a doença.
Danielle Nedson Rodrigues de Macêdo, enfermeira e mestre em Enfermagem, conduziu o estudo intitulado “Avaliação do conhecimento sobre hepatite B e da completude vacinal contra hepatite B entre graduandos em Enfermagem”. Ela diz que seu interesse pelo tema começou na iniciação científica, levando-a a aprofundar essa investigação na graduação e no mestrado.
A pesquisa, orientada pela professora Rosilane de Lima Brito Magalhães, foi realizada através de um estudo transversal com estudantes dos campi de Teresina, Picos e Floriano da UFPI. Os participantes responderam a questionários sobre seu conhecimento sobre hepatite B e apresentaram seus cartões de vacinação para verificar o estado vacinal.
Os resultados indicaram que, embora a maioria dos alunos tivesse o esquema vacinal completo, 27,5% não haviam recebido todas as doses necessárias. A pesquisadora destacou a relevância desse dado, especialmente para aqueles que participam de atividades práticas em ambientes hospitalares.
Em termos de conhecimento, a maioria dos estudantes demonstrou um nível satisfatório, mas ainda existem lacunas em áreas específicas. Fatores acadêmicos, como a participação em disciplinas e seminários, influenciaram positivamente o nível de conhecimento dos alunos.
Fatores socioeconômicos também afetaram a vacinação. Estudantes com maior renda familiar tendiam a apresentar maior completude vacinal, indicando desigualdades no acesso a informações e serviços de saúde.
Entre as recomendações do estudo está a implementação de estratégias institucionais para monitorar a situação vacinal dos estudantes ao ingressarem na universidade. A professora Rosilane sugere solicitar o cartão de vacina no momento da matrícula e oferecer imunização aos novos alunos que ainda não completaram o esquema vacinal.
Além disso, o grupo de pesquisa planeja expandir as ações de conscientização sobre hepatite B na universidade, promovendo o 3º Seminário sobre Hepatite B nos dias 13 e 14 de abril. Essa iniciativa visa promover a prevenção da doença e fortalecer a saúde pública entre os universitários.