MEC pune mais de 50 cursos de medicina por baixo desempenho

Avaliação nacional leva a cortes de vagas e restrições a financiamento estudantil

O Ministério da Educação aplicou sanções a mais de 50 cursos de medicina após desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cursos de medicina sofrem sanções após avaliação nacional do MEC

As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, incluem desde a suspensão de novas vagas até restrições ao acesso a programas federais como o Programa Universidade para Todos e o Fundo de Financiamento Estudantil.

A decisão foi baseada na análise de 351 cursos em todo o país. As instituições punidas obtiveram notas 1 e 2 — em uma escala que vai até 5 —, e foram enquadradas em diferentes níveis de sanção conforme o desempenho dos estudantes.

No grupo mais crítico, com nota mínima e menos de 30% de alunos com proficiência, as penalidades incluem suspensão imediata de ingressos, proibição de abertura de novas vagas e impedimento de firmar contratos com programas federais. Estão nessa categoria instituições como a Universidade Estácio de Sá e o Centro Universitário Alfredo Nasser.

Cursos com desempenho ligeiramente superior, mas ainda considerado insuficiente, tiveram redução de até 50% das vagas e limitações para expansão. Já instituições com nota 2 e nível intermediário de proficiência sofreram cortes menores, de até 25%, além de restrições ao financiamento estudantil.

Outras cerca de 40 graduações, embora também com nota 2, foram incluídas em regime de supervisão e monitoramento, sem punições imediatas, com garantia de direito à defesa.

O levantamento também alcançou universidades públicas. A Universidade Federal do Pará foi a única federal a sofrer sanção direta, com redução de 50% das vagas. Já a Universidade Federal do Maranhão, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana e a Universidade Federal do Sul da Bahia foram incluídas em processos de supervisão.

Segundo o MEC, as medidas têm caráter cautelar e podem ser revistas ou ampliadas com base nos resultados da próxima edição do exame, prevista para 2026.

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