Liniker diz sofrer racismo e transfobia mesmo após vitória no Grammy Latino

Artista diz que fama não a protege de violência virtual e nas ruas

Após conquistar três prêmios no Grammy Latino 2025, a cantora Liniker, de 30 anos, expressou em entrevista à CNN Internacional que continua enfrentando transfobia e racismo mesmo com o reconhecimento global. Ela afirmou que a fama não afasta o sofrimento: “A fama não me exime de ser violentada, tanto na internet quanto na rua.” 

Foto: Reprodução
Liniker

Apesar das conquistas na cena musical, Liniker descreve uma dualidade dolorosa: enquanto sua arte e visibilidade crescem, os ataques se mantêm. A artista relatou uma “quantidade significativa de comentários negativos online” sempre após cada vitória, o que reforça o peso da discriminação sobre sua trajetória profissional. 

Liniker também compartilhou sua missão de usar a música como forma de empoderamento. “Essa é a minha arma de combate”, disse, referindo-se à sua composição como meio de dar voz a quem sofre com o preconceito. Para ela, expressar-se artisticamente é uma forma de resistência contra o racismo e a transfobia que permeiam sua experiência cotidiana.

Sobre os próximos passos, Liniker revelou planos de colaborar com Djavan, artista que considera uma grande inspiração. Ela reconhece a importância de seu espaço no mundo da música, mas reforça que o sucesso também traz efeitos colaterais: “Quando a gente se expõe muito também vem a necessidade do recolhimento”, afirmou, destacando a complexidade de viver sob os holofotes.

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