I Marcha Trans do Piauí ocupa centro de Teresina por direitos e visibilidade

Ato reuniu população trans, cultura ballroom e debate contra violência e discriminação

A I Marcha Trans do Piauí foi realizada no dia 18 de março, no centro de Teresina, reunindo pessoas trans, travestis, não-binários, ativistas, artistas e apoiadores em um ato público por mais visibilidade, respeito e garantia de direitos. A mobilização buscou ampliar o debate sobre cidadania, combater a violência e denunciar a exclusão social ainda enfrentada pela população trans, especialmente no acesso à saúde, educação e mercado de trabalho.

Foto: Coletivo 086
I Marcha Trans do Piauí 
Foto: Coletivo 086
Momento da caminhada pela Avenida Frei Serafim.

A concentração teve início com caminhada pela Av. Frei Serafim, uma das principais avenidas da capital piauiense. Durante o percurso, participantes destacaram a importância da ocupação dos espaços públicos como forma de afirmação da existência e da diversidade.

O ato foi marcado não só por palavras de ordem em defesa da igualdade, mas também por manifestações de acolhimento, afeto e celebração à vida e resistência da população trans.

Foto: Coletivo 086

O trajeto foi finalizado no Espaço Cultural Osório Júnior, no Complexo Cultural Clube dos Diários, onde ocorreu uma programação cultural paralela e posterior à caminhada. Entre as atividades estiveram o Sarau de Poesia, apresentações de artistas, DJs, performances e a TransBall, inspirada na cultura ballroom, que é um movimento cultural criado por comunidades LGBTQIAPN+ negras e latinas como espaço de expressão artística, pertencimento e sobrevivência. A programação também incluiu uma feira com empreendedores trans e aliados, criando redes de apoio e geração de renda.

Foto: Coletivo 086
Apresentações artísticas e culturais no Palco Monique Alves

O evento também prestou homenagem a Monique Alves, pioneira na organização da Parada da Diversidade no Piauí, reconhecida por abrir caminhos para a visibilidade da população LGBTQIAPN+ no estado.

Foto: Coletivo 086
Monique Alves é reconhecida nacionalmente como uma voz poderosa na luta pelos direitos de pessoas trans e travestis.

Um dos momentos marcantes foi a participação de Akin Alencar que subiu ao palco com a faixa “Pai do ano”, comemorando a gestação de uma criança, fruto de um relacionamento transcentrado com Vitória Luna.

Foto: Coletivo 086
Vitória Luna e Akin Alencar, casal transcentrado.

O amor de Akin e Vitória é reflexo da importância do direito à família e ao afeto, e um ato político dentro de uma sociedade cisgênera que tanto mata e tenta apagar a existência de pessoas trans.

Mesmo com a chuva durante a programação, o público permaneceu no local, comemorando a diversidade e reafirmando a importância da Marcha como espaço de luta, resistência e valorização de suas identidades.

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