Ex-jogador da NBA é expulso de jogo da WNBA após protestar contra atletas trans

O ex-jogador usava uma camisa com a mensagem “ Mulher. Substantivo. Fêmea humana adulta.”

O ex-jogador da NBA Enes Kanter Freedom foi expulso durante a partida entre Chicago Sky e Indiana Fever, neste domingo (23), após se envolver em uma discussão com a armadora Natasha Cloud. O Sky perdeu o confronto por 113 a 90.

Foto: Getty Images
Kanter Freedom invadiu a quadra para discutir com Natasha Cloud

Kanter Freedom estava sentado próximo à quadra quando Cloud passou a apontar e gritar em sua direção durante uma pausa no terceiro quarto. O ex-pivô se levantou e caminhou em direção à quadra, mas foi contido por um árbitro e integrantes da segurança.

Após a intervenção, o árbitro determinou a expulsão do ex-jogador, que deixou o ginásio acompanhado por seguranças.

Kanter Freedom, de 34 anos, usava uma camiseta preta com a frase em inglês “Mulher. Substantivo. Fêmea humana adulta.” O episódio ocorreu em meio ao debate sobre a participação de atletas trans no esporte feminino.

Após a partida, Cloud não concedeu entrevistas. Nas redes sociais, a jogadora publicou uma mensagem de apoio à comunidade trans, afirmando que pessoas trans pertencem à sua comunidade e devem ser respeitadas e protegidas.

Kanter Freedom também se pronunciou nas redes sociais após deixar a arena. Ele afirmou que havia sido expulso por “apoiar as mulheres”. Antes de sair do local, o ex-jogador conversou com policiais.

O técnico do Chicago Sky, Tyler Marsh, afirmou que Cloud não queria que o episódio tirasse o foco da equipe. Segundo ele, a jogadora conta com o apoio das companheiras e da comissão técnica.

Marsh também pediu que os torcedores concentrem a atenção no desempenho das atletas durante os jogos da WNBA.

Histórico na NBA

Enes Kanter Freedom atuou na NBA por 11 temporadas, entre 2011-12 e 2021-22. O ex-pivô passou por cinco equipes e disputou 748 partidas na temporada regular, com médias de 11,2 pontos e 7,8 rebotes.

Além da carreira no basquete, ele ficou conhecido por manifestações públicas sobre questões políticas e sociais, incluindo o debate sobre a participação de atletas trans em competições esportivas.

O acordo coletivo de trabalho da WNBA estabelece que apenas jogadoras mulheres são elegíveis para atuar na liga. A competição, porém, não possui uma política pública específica detalhando critérios para a participação de atletas trans.

O tema ganhou repercussão recentemente após declarações de Sophie Cunningham, do Indiana Fever, que defendeu a exclusividade de mulheres nos esportes femininos.

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