O Irã ampliou nesta quarta-feira (11) sua ofensiva militar na região do Golfo Pérsico ao atingir navios comerciais, instalações ligadas ao setor energético e uma área próxima ao Aeroporto Internacional de Dubai.
De acordo com o Escritório de Mídia de Dubai, dois drones iranianos atingiram uma área próxima ao aeroporto internacional da cidade, considerado o mais movimentado do mundo para viagens internacionais e base da companhia aérea Emirates. Quatro pessoas ficaram feridas. Apesar do ataque, as operações aéreas não foram interrompidas.
No mesmo dia, um projétil atingiu um navio porta-contêineres próximo à costa de Omã, no Estreito de Ormuz. O impacto provocou um incêndio a bordo e obrigou a maior parte da tripulação a abandonar a embarcação, segundo informações do Exército britânico.
A movimentação militar também atingiu outros países da região. O Kuwait informou ter derrubado oito drones iranianos que se aproximavam de seu território. Já a Arábia Saudita afirmou ter interceptado cinco drones que seguiam em direção ao campo petrolífero de Shaybah, uma das principais áreas de produção do país.
Segundo autoridades e analistas, o Irã tem como estratégia pressionar economicamente a comunidade internacional ao atingir pontos sensíveis da infraestrutura energética e logística do Golfo. O Estreito de Ormuz, alvo das ações, é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável pela passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente. Com os ataques, o tráfego de cargas na região foi significativamente afetado.
O comando militar conjunto iraniano também anunciou que poderá atacar bancos e instituições financeiras no Oriente Médio. A ameaça preocupa especialmente Dubai, que concentra um grande número de instituições financeiras internacionais, além de outros centros econômicos regionais, como a Arábia Saudita e o Bahrein.
A escalada ocorre paralelamente às ofensivas militares conduzidas por Israel contra alvos no Irã e em territórios ligados a grupos aliados de Teerã. Autoridades israelenses afirmaram ter retomado ataques à capital iraniana, Teerã, após bombardeios registrados na terça-feira (10), descritos por moradores como alguns dos mais intensos desde o início do conflito.
Explosões também foram registradas em Beirute e no sul do Líbano, onde Israel declarou ter realizado operações contra alvos associados ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.
Diante do aumento das hostilidades, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve votar ainda nesta quarta-feira uma resolução proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo. O texto exige que o Irã interrompa imediatamente os ataques contra países vizinhos e contra a infraestrutura regional.