Receita Federal adota CNPJ com letras para novas empresas a partir desta quarta
Novo cadastro alfanumérico amplia combinações; empresas já registradas mantêm a identificação atual.
A Receita Federal inicia, a partir desta quarta-feira (1º), a implementação gradual do novo modelo alfanumérico do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A mudança, que combina letras e números na identificação das empresas, busca ampliar a capacidade de emissão de novos registros sem alterar o cadastro das pessoas jurídicas já existentes.
A partir de julho de 2026, empresas abertas no Brasil passarão a receber um CNPJ em formato alfanumérico. A mudança faz parte do processo de modernização conduzido pela Receita Federal e tem como objetivo ampliar o número de combinações disponíveis para identificação das pessoas jurídicas, evitando o esgotamento do modelo exclusivamente numérico utilizado atualmente.
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Embora passe a incluir letras, o CNPJ continuará com 14 caracteres. O novo padrão seguirá a estrutura já conhecida, mas poderá combinar números de 0 a 9 e letras de A a Z. Os dois últimos caracteres permanecerão destinados ao dígito verificador, responsável por garantir a autenticidade da numeração por meio de um algoritmo matemático.
A alteração será aplicada apenas aos novos registros realizados a partir da implantação do sistema. Empresas que já possuem CNPJ não precisarão solicitar atualização nem substituir o número atualmente utilizado, que continuará válido para todos os fins legais.
O novo formato também será adotado para filiais abertas por empresas já cadastradas, enquanto o processo de inscrição permanecerá inalterado. Segundo a Receita Federal, apenas a composição da identificação será modificada, sem mudanças nas exigências para abertura de empresas.
A implantação ocorrerá de forma gradual, conforme cronograma que definirá quais atividades econômicas e tipos de empresas passarão a utilizar o novo modelo. A Receita também informou que manterá uma política de comunicação para acompanhar a transição.
Apesar de não exigir nenhuma ação dos empresários em relação ao cadastro, a mudança demandará adaptações técnicas por parte de empresas e desenvolvedores de sistemas. Softwares de gestão, emissão de notas fiscais, bancos de dados e demais plataformas que utilizam o CNPJ precisarão ser atualizados para reconhecer tanto o formato numérico quanto o alfanumérico.
De acordo com a Receita Federal, serão disponibilizadas ferramentas para auxiliar na adequação dos sistemas e no cálculo do dígito verificador, com o objetivo de reduzir impactos operacionais durante a transição.
Fonte: SBT News