O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que o governo federal não deverá enviar um projeto em regime de urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6x1. Segundo ele, a proposta deverá tramitar por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que implica um processo legislativo mais detalhado e com maior número de etapas até eventual aprovação.
De acordo com o parlamentar, a tramitação da PEC deve começar pela análise de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguida pela criação de uma comissão especial para discutir o mérito da proposta antes da votação em plenário. A análise deve avançar nas próximas semanas, com a possibilidade de votação até o fim de maio.
A mudança representa uma alteração na estratégia inicialmente cogitada pelo governo, que avaliava a possibilidade de enviar um projeto com urgência constitucional para acelerar o debate. No entanto, a opção pela PEC deve ampliar o tempo de discussão e permitir maior diálogo com representantes dos trabalhadores e do setor produtivo sobre os impactos da eventual redução da jornada semanal.
O debate sobre o fim da escala 6x1 tem ganhado relevância política por envolver propostas de redução da carga semanal de trabalho, atualmente de até 44 horas, para cerca de 36 horas, além da adoção de modelos como a jornada 4x3. O tema é considerado estratégico pelo governo e também tem potencial impacto nas discussões eleitorais e nas políticas de emprego e produtividade no país.