Chuvas deixam 8 mortos e 17 mil afetados em PE e PB

Temporais provocam desalojamentos e levam estados a decretar emergência

As fortes chuvas que atingem o Nordeste desde a última semana levaram os estados de Pernambuco e Paraíba a decretarem situação de emergência, diante do avanço dos danos e do número de pessoas afetadas.

Em Pernambuco, já são seis mortes confirmadas. A vítima mais recente é um homem de 34 anos, encontrado no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Antes disso, a Defesa Civil havia registrado outra morte na capital, no bairro Dois Unidos.

Foto: Reprodução/ Governo do Recife
Região Metropolitana de Recife foi uma das mais afetadas pelos temporais no Nordeste

O estado soma 1.605 desabrigados e 1.089 desalojados. Entre os municípios mais atingidos estão Goiana, Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, que concentram a maior parte dos impactos provocados pelos temporais.

A governadora Raquel Lyra decretou a situação de emergência para acelerar o acesso a recursos e viabilizar ações urgentes. A medida permite ao estado solicitar apoio direto do governo federal para assistência à população e reconstrução das áreas afetadas.

A resposta tem sido articulada com a Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que enviaram equipes técnicas para apoiar os municípios. Ao todo, 29 abrigos foram abertos em Pernambuco, além da distribuição de itens como colchões, kits de limpeza e de higiene.

Na Paraíba, o cenário também é de alerta. Cerca de 16,1 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, com 624 desalojados, 703 desabrigados e duas mortes confirmadas. Os maiores impactos se concentram em cidades como Bayeux, João Pessoa, Cabedelo, Mamanguape e Sapé.

O governador Lucas Ribeiro instalou um comitê de crise para coordenar as ações emergenciais. Técnicos do governo federal chegaram ao estado para orientar as prefeituras no processo de reconhecimento da situação de emergência e na solicitação de recursos.

Segundo o ministro Waldez Góes, o reconhecimento federal permite mobilizar estruturas como as Forças Armadas e ampliar o envio de ajuda humanitária.

Os repasses dependem de solicitação via Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), onde estados e municípios apresentam planos de trabalho. Após análise técnica, os recursos são liberados por meio de portarias publicadas no Diário Oficial da União.

Enquanto as chuvas persistem, as autoridades mantêm o monitoramento das áreas de risco e reforçam o alerta para novas ocorrências, especialmente em regiões já afetadas por alagamentos e deslizamentos.

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