Editorial: o silêncio que alimenta especulações

circularam imagens mostrando o secretário de Segurança Pública no local do acidente

A queda de um helicóptero nas proximidades da cidade de União, ocorrida nesta quinta-feira, rapidamente mobilizou autoridades e chamou a atenção da população. Informações preliminares que circulam nos bastidores apontam que a aeronave pertenceria à empresa Canopus, que pertence à família do cunhado da primeira-dama do Estado, e que, supostamente, entre os ocupantes, estariam familiares da primeira-dama do Estado. Até o momento, porém, essas informações não receberam confirmação oficial.

Foto: Reprodução

Também circularam imagens mostrando o secretário de Segurança Pública no local do acidente. Apesar disso, o governo ainda não divulgou qualquer nota oficial esclarecendo o ocorrido, informando quem eram os ocupantes da aeronave, o estado de saúde das vítimas ou mesmo os detalhes básicos da ocorrência.

Em situações como essa, o silêncio institucional acaba abrindo espaço para rumores e especulações. Se as informações que circulam forem infundadas, cabe ao Estado desmenti-las. Se houver algum grau de veracidade, cabe esclarecer os fatos com a transparência que se exige do poder público.

Quando um episódio de grande repercussão envolve, ainda que apenas por hipótese, pessoas próximas ao núcleo do governo, a necessidade de comunicação oficial se torna ainda maior. A sociedade tem direito à informação, e esse direito não pode depender de quem são os envolvidos. O dever de prestar esclarecimentos deve ser o mesmo em qualquer circunstância. Até quando o silêncio será a resposta?

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