AGU cobra Discord por falhas na proteção de crianças e adolescentes

Órgão se reuniu com a plataforma após caso envolvendo uma adolescente durante uma live

A Advocacia-Geral da União (AGU) cobrou do Discord medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes na plataforma após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
AGU cobra do Discord medidas para reforçar a proteção de menores na plataforma.

Representantes da AGU se reuniram na sexta-feira (7) com integrantes do Discord para discutir falhas na verificação de idade e nos mecanismos de proteção de menores. O episódio que motivou o encontro ocorreu no mês passado.

Durante a reunião, a AGU afirmou que empresas responsáveis por redes sociais têm o dever legal de adotar medidas para proteger crianças e adolescentes. O órgão cobrou ações concretas para prevenir riscos, identificar usuários em situação de vulnerabilidade e impedir a exposição de menores a conteúdos ou interações potencialmente perigosos.

Segundo a Advocacia-Geral da União, os representantes do Discord demonstraram disposição para cumprir as exigências previstas na legislação e corrigir as falhas apontadas.

Possível acordo

A AGU avalia propor à plataforma um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento que estabelece compromissos e prazos para adequação às regras.

Caso o Discord não cumpra as medidas exigidas, o órgão considera recorrer à Justiça para responsabilizar a empresa e exigir a adoção das providências necessárias.

A reunião ocorreu após a divulgação de uma operação que investigou uma rede acusada de induzir jovens a cometer suicídio pela internet. O caso da adolescente, transmitido ao vivo pela plataforma, ampliou a pressão sobre os mecanismos de segurança oferecidos pelo Discord.

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