Confiança da indústria cai pelo terceiro mês seguido, aponta FGV

Índice recuou 2,4 pontos em setembro, para 91,3, com piora na situação atual e nas expectativas.

Por Redação do Portal AZ,


A confiança da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro, segundo levantamento divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 2,4 pontos em relação a agosto e chegou a 91,3 pontos.

Foto: CNI/José Paulo Lacerdaindustria

A queda foi registrada de forma disseminada entre os segmentos pesquisados pela FGV e refletiu tanto uma avaliação menos favorável sobre o cenário atual quanto uma percepção mais cautelosa em relação aos próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente da indústria, caiu 1,3 ponto, para 93,6 pontos. De acordo com a FGV, esse foi o menor nível do indicador desde dezembro de 2025.

Para o economista Stéfano Pacini, do FGV IBRE, os dados dos últimos meses apontam para uma perda de força da demanda e para o acúmulo de estoques nas empresas. Segundo ele, esse cenário pode levar as indústrias a ajustar o ritmo de produção.

O Índice de Expectativas (IE), que representa a avaliação dos empresários sobre o desempenho do setor nos meses seguintes, apresentou uma queda ainda maior. O indicador recuou 3,4 pontos e terminou setembro em 89,2 pontos, o nível mais baixo desde novembro de 2025.

Na avaliação de Pacini, as projeções para a produção reforçam a possibilidade de continuidade da desaceleração da atividade econômica durante o segundo semestre. O resultado mostra que os empresários estão mais cautelosos tanto em relação às condições atuais quanto às perspectivas para o setor.

Outro fator apontado pela FGV é o ambiente de juros elevados. A taxa Selic está em 13,75%, mantendo as condições financeiras restritivas para empresas e consumidores. Os juros mais altos encarecem o crédito e podem limitar investimentos, consumo e expansão da produção.

A proximidade das eleições também é citada como um elemento de incerteza para a economia. Segundo Pacini, a combinação entre condições monetárias restritivas e um ambiente econômico mais incerto dificulta uma recuperação consistente da confiança dos empresários industriais.

Fonte: Notícias Agrícolas

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