Polícia desmantela plano de execução de delegados no Piauí

Operação mira grupo que destinou R$ 1 milhão para atentados

Uma operação policial desarticulou um audacioso plano de uma organização criminosa que pretendia executar os delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães, no Piauí. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do estado, cerca de R$ 1 milhão foi destinado para contratar assassinos de fora e garantir a logística necessária para o crime.

As investigações revelaram que o grupo sofreu perdas significativas devido a operações policiais contra o tráfico de drogas na região Norte do Piauí, motivando a ação contra os delegados. Em Bom Princípio do Piauí, uma das operações resultou na apreensão de quase uma tonelada de cocaína.

Criminosos monitoravam a rotina do delegado Charles Pessoa, observando seus horários na academia e compromissos públicos. Um ataque foi frustrado após serviço de inteligência detectar um plano para atacar durante um evento político em Teresina.

Estrutura criminosa detalhada

A operação revelou uma complexa divisão de tarefas entre os criminosos. A.A.S., conhecido como "Pavão", seria parte da liderança familiar do grupo. J.V.C., ou "Meia-Noite", teria coordenado a contratação dos executores vindos de Fortaleza (CE).

Outros envolvidos incluem C.N.F., "Barba", responsável pela transmissão de ordens, e A.D.P.N., "Fantasmão", que cuidava da logística. A.L.F.S., conhecido como "André da Ilha", também é investigado por integrar essa estrutura criminosa.

A operação conta com ações internacionais na Bolívia e Uruguai, com apoio da Interpol. Mesmo presos, alguns membros continuavam ativos na organização, enviando ordens através de intermediários ainda em liberdade.

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