Após registrar uma sequência expressiva de recordes históricos entre 2020 e 2023, atingindo o ápice de 8.829,8 toneladas em 2023, o Piauí caiu para a terceira posição no ranking dos maiores produtores de mel do Brasil. De acordo com os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgados pelo IBGE, o estado sofreu retrações sucessivas em seu volume produzido: uma redução de 2,5% em 2024 e uma nova queda de 0,63% em 2025. Com isso, o total recolhido pelas colmeias piauienses fechou o último ano em 8.560 toneladas, perdendo o segundo lugar nacional que ocupava anteriormente.
O recuo no ranking piauiense também foi influenciado pelo avanço expressivo de outros estados brasileiros no mercado apícola. Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou um salto expressivo de 36,7% em sua produção, alcançando 10.935,5 toneladas e assumindo a liderança do país. O Paraná garantiu a segunda colocação ao produzir 10.707,5 toneladas (alta de 7,1%), enquanto o Piauí respondeu por 12% de toda a safra nacional. Somados a Minas Gerais, que produziu 6.996,9 toneladas, esses quatro estados concentraram 52,15% das 71.329 toneladas de mel geradas no Brasil, setor que movimentou R$ 1,2 bilhão em valor total de produção.
Apesar da retração na classificação geral entre as Unidades da Federação, o Piauí mantém forte protagonismo local e municipal na atividade. O estado conta com dois municípios figurando entre os dez maiores produtores do país em 2025: São Raimundo Nonato, na quarta posição nacional com 897,9 toneladas, e Picos, na décima colocação com 724 toneladas. Ao todo, a apicultura gerou R$ 116,8 milhões para a economia piauiense no ano, com destaque financeiro para São Raimundo Nonato (R$ 12,4 milhões) e Picos (R$ 8,9 milhões). A atividade foi registrada em 146 dos 224 municípios do estado, e os dez maiores produtores locais concentraram 47,1% de todo o montante estadual.
Em contraste com o cenário desafiador enfrentado pelo mel, a avicultura piauiense apresentou um desempenho contínuo de expansão. Na produção de ovos, o Piauí acumula aumentos sucessivos desde 2013, registrando em 2025 o recorde de 35,3 milhões de dúzias, movimentando R$ 260,7 milhões, movimento impulsionado pelo surgimento de novas granjas instaladas para atender à demanda interna. Além disso, o rebanho de galináceos (frangos e galinhas) atingiu 12,5 milhões de cabeças no Piauí em 2025, o que representa um crescimento de 29% em relação ao volume observado em 2015. Teresina lidera o efetivo de aves no estado, somando 3,21 milhões de cabeças, enquanto Valença do Piauí destaca-se como a principal produtora de ovos.