Vigilantes do Piauí vão votar autorização para greve nesta quinta e sexta

Assembleias em seis cidades definirão reivindicações e os próximos passos da campanha salarial de 2027

Os vigilantes do Piauí foram convocados para votar, nesta quinta-feira (29) e sexta-feira (30), uma autorização para greve caso as negociações da campanha salarial de 2027 terminem sem acordo. A discussão integra a pauta de assembleias em Teresina e outras cinco cidades, que também vão definir as reivindicações a serem apresentadas aos empregadores e escolher a comissão responsável pela negociação.

Foto: Reprodução

A convocação foi publicada pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância e Serviços Orgânicos de Segurança do Estado do Piauí, o Sindvigilantes-PI, no Diário Oficial do Estado disponibilizado na terça-feira (27), com registro de publicação nesta quarta-feira (28). O edital abrange trabalhadores de empresas de segurança, vigilância, serviços orgânicos de segurança e segurança eletrônica, associados ou não à entidade.

Em Teresina, a assembleia será realizada na sede do sindicato, na Rua Climério Bento Gonçalves, nº 931, no bairro São Pedro, zona Sul. O documento também prevê pontos de apoio e votação nas subsedes ou delegacias regionais de Parnaíba, Campo Maior, Picos, Oeiras e Floriano. A primeira chamada está marcada para as 18h30, com exigência de participação de metade mais um dos associados em dia com suas obrigações sindicais. Às 19h, haverá segunda chamada, com qualquer número de presentes.

A convocação não decreta greve nem estabelece uma data para interromper os serviços. O que será submetido aos trabalhadores é a autorização para uma eventual paralisação se as negociações não avançarem, observados os requisitos legais. O edital também propõe manter a assembleia em caráter permanente durante a negociação, até a assinatura da convenção coletiva ou o julgamento de um eventual dissídio pela Justiça do Trabalho.

A categoria deverá aprovar a proposta de reivindicações para a convenção coletiva de 2027, instrumento que estabelece condições de trabalho negociadas entre os representantes dos empregados e dos empregadores. O documento publicado não informa o percentual de reajuste salarial pretendido nem detalha mudanças em benefícios. Esses pontos serão discutidos pelos participantes antes do encaminhamento da pauta ao sindicato patronal.

Também estarão em votação a escolha da comissão de negociação e a concessão de poderes à direção sindical para firmar acordos ou recorrer à Justiça do Trabalho se não houver entendimento. Outro item é a definição da contribuição destinada ao custeio da campanha salarial, com previsão de respeito ao direito individual de oposição. O edital é assinado por Julio Cesar Passos Costa.

Fonte documental:

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