Justiça decreta prisão preventiva do rapper Oruam no Rio

Decisão cita descumprimento reiterado de medidas cautelares e uso irregular de tornozeleira

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar a liminar que o mantinha em liberdade em investigação sobre ataques a policiais civis ocorridos em julho de 2025.

Foto: Repodução/Instagram
Oruam

A ordem de prisão foi expedida pela juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A magistrada determinou a imediata expedição de mandado de prisão, com o mesmo prazo de validade de decisão anterior que havia sido revogada.

Na decisão, a juíza apontou relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) que indicam o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas ao cantor, especialmente no uso da tornozeleira eletrônica. Segundo os documentos, entre outubro e novembro de 2025 foram registrados mais de 20 episódios de falhas, incluindo falta de bateria, inoperância do equipamento e violações ao recolhimento domiciliar noturno, principalmente durante madrugadas e fins de semana.

“Decreto a prisão preventiva do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Expeça-se mandado de prisão com o mesmo prazo de validade do anteriormente revogado”, registra a decisão judicial.

A defesa de Oruam sustenta que as falhas na tornozeleira decorreram de problemas técnicos e dificuldades no carregamento do equipamento, sem intenção de fuga ou descumprimento deliberado das determinações judiciais. Até a última atualização, a defesa ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o novo mandado de prisão.

O processo contra o rapper teve origem em episódio ocorrido em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Oruam e outros investigados teriam praticado duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam mandado de busca e apreensão no local. Os agentes relataram ter sido atingidos por pedras arremessadas do andar superior da residência do artista.

Além das acusações de violência, a Justiça também considerou que o cantor teria utilizado redes sociais para desafiar autoridades e incitar a população contra operações de segurança pública, fator que pesou na avaliação sobre a necessidade da prisão preventiva.

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