Michelle e Jair Renan visitam Bolsonaro na prisão

Ex-presidente começou a cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador Jair Renan (PL), de Balneário Camboriú, estiveram nesta quinta-feira na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde sábado (22). Ele começou a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a execução da condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles
Michelle Bolsonaro chega na Superintendência da Polícia Federal para visitar o marido 

A visita ocorreu dois dias depois de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ) terem recebido autorização do STF para entrar na unidade. Desde a prisão, o acesso da família segue regras rígidas impostas pela Polícia Federal, como tempo controlado de permanência e a proibição de aparelhos eletrônicos.

Bolsonaro foi preso preventivamente após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que citou violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga. Na terça-feira (24), Moraes determinou o trânsito em julgado da decisão condenatória, definindo que o ex-presidente permanecerá no prédio da PF em regime fechado.

Após a visita de terça, Carlos Bolsonaro relatou que o pai está emocionalmente abalado. Segundo ele, o ex-presidente chorou, demonstrou inconformismo com a situação e tem apresentado dificuldade para se alimentar.
“Passei 30 minutos com ele. Está extremamente sensível, devastado psicologicamente”, declarou o vereador. “Há movimentos aqui fora que podem mudar esse cenário.”

A saúde do ex-presidente também preocupa a família. Carlos e Flávio relataram episódios recentes de crises de soluço, condição que Bolsonaro já apresentou em outras ocasiões. Flávio afirmou temer uma possível broncoaspiração, que poderia evoluir para infecção pulmonar. “Isso pode ser letal”, disse o senador.

Defesa prepara novo recurso

Mesmo após o trânsito em julgado determinado pelo ministro Moraes, os advogados de Bolsonaro informaram que pretendem ingressar com embargos infringentes. O ministro, porém, já havia registrado que esse tipo de recurso não é cabível no caso, uma vez que a defesa perdeu o prazo para novos embargos de declaração.

A Primeira Turma do STF rejeitou os embargos anteriores por unanimidade. A divergência no julgamento, o placar foi 4 a 1, com voto contrário apenas do ministro Luiz Fux, não é suficiente para a apresentação de embargos infringentes. A jurisprudência do tribunal exige pelo menos dois votos divergentes quando o julgamento ocorre em uma das Turmas.

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