Polícia desmonta esquema de advogados falsos que cobrava taxas via PIX

Operação conjunta de cinco estados combate fraudes judiciais eletrônicas

A Operação "Falso Advogado", conduzida pelas Polícias Civis do Piauí e do Ceará, desarticulou nesta quarta-feira (4) um esquema criminoso especializado em estelionato eletrônico, organização criminosa e invasão de dispositivos informáticos. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente em diversos estados, com o objetivo de combater a cobrança de falsas "taxas judiciais" de pessoas com processos em andamento na Justiça.

Foto: Reprodução | PCPI

O golpe funcionava por meio de técnicas de engenharia social, com os criminosos acessando ilegalmente dados processuais sigilosos das vítimas. De posse dessas informações, criavam perfis falsos de advogados e entravam em contato com os envolvidos, alegando a liberação de alvarás judiciais. Para liberar os supostos valores, exigiam o pagamento antecipado de "taxas judiciais" inexistentes, geralmente transferidas via PIX, dificultando o rastreamento e a recuperação dos recursos.

O coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Humberto Marcola, alertou a população sobre o golpe. Ele enfatizou que advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para a liberação de valores judiciais. Marcola orientou que, diante de qualquer abordagem suspeita, o cidadão deve entrar em contato direto com o escritório de advocacia por meio de um número oficial previamente conhecido, evitando ceder a pressões por transferências imediatas.

A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Goiás, Pernambuco e Amazonas, totalizando cinco estados mobilizados. As medidas cautelares foram cumpridas em cidades como Fortaleza, Maracanaú, Tauá, Pacatuba, Caucaia e Aracoiaba (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus e Borba (AM), além de Recife e Paulista (PE).

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