Vorcaro recebeu vários advogados em presídio e avança tratativas por delação

Ex-banqueiro recebeu três defensores por dia nesta semana. Defesa procurou PF e STF para fazer uma colaboração premiada

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro recebeu 13 atendimentos jurídicos apenas nesta semana na penitenciária federal de Brasília, número que supera o limite usual previsto para presos em unidades de segurança máxima. As informações constam em registros internos obtidos pela imprensa.

Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro

Pelas regras do sistema prisional federal, cada detento tem direito a um atendimento semanal. No entanto, uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que nove advogados cadastrados pela defesa possam acessar o investigado sem necessidade de agendamento prévio.

Na prática, isso tem resultado em uma rotina intensa de visitas, com média de três advogados por dia. A movimentação ocorre em meio à possibilidade de um acordo de colaboração premiada, que vem sendo articulado nos bastidores.

A dinâmica se intensificou após a troca na equipe de defesa. O advogado Pierpaolo Bottini deixou o caso, sendo substituído por José Luís Oliveira, conhecido como Juca. Já o criminalista Roberto Podval, que segue ligado ao processo, não tem participado das reuniões recentes e se posiciona contra a possibilidade de delação.

A frequência elevada de visitas tem impactado a rotina da unidade prisional, exigindo ajustes operacionais por parte dos agentes, que relatam acúmulo de funções para garantir a segurança durante os acessos sucessivos dos defensores.

Nesta quarta-feira (17), três advogados estiveram com Vorcaro pela manhã, horas antes de a defesa sinalizar interesse em negociar um acordo junto à Polícia Federal e ao STF. O caso segue em análise e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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