Moraes determina operação de busca e apreensão na casa de Bolsonaro

Medida teve como objetivo localizar eventuais armas sob posse do ex-presidente

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo que, segundo decisão judicial, deveriam ter sido entregues às autoridades. Nenhum armamento foi localizado durante a ação.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Jair Bolsonaro

De acordo com a defesa do ex-presidente, o mandado autorizava a apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro. Os advogados afirmaram que os agentes não encontraram nenhum dos itens previstos. A informação foi confirmada pela Polícia Federal, que não divulgou detalhes sobre a operação.

A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a identificação de divergências entre a quantidade de armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas que teriam sido efetivamente entregues aos órgãos competentes.

Na decisão, Moraes afirmou que a permanência de armamentos sob posse do ex-presidente seria incompatível com o regime de prisão domiciliar e justificaria a realização de buscas para garantir o cumprimento da ordem judicial.

Segundo o ministro, a medida teve como objetivo localizar eventuais armas remanescentes e eliminar dúvidas sobre a existência de armamentos ainda vinculados ao ex-presidente.

A operação ocorreu na residência de Bolsonaro, localizada no bairro Jardim Botânico, em Brasília. Conforme interlocutores da Polícia Federal, a diligência durou menos de uma hora. Já documentos apresentados ao STF apontam que a ação se estendeu por cerca de uma hora e meia.

Na semana passada, Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após o encerramento do prazo inicial de 90 dias. Na mesma decisão, determinou a revogação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e ordenou a entrega de todas as armas de fogo registradas em seu nome. A decisão foi tomada após uma pistola vinculada a Bolsonaro ter sido apreendida durante uma blitz no Distrito Federal.

Leia também