Operação contra fraudes com clonagem de chips prende 10 pessoas em Teresina

Ação, deflagrada na manhã desta quarta-feira (15), cumpriu 30 mandados judiciais

Dez pessoas foram presas durante uma operação contra um grupo suspeito de utilizar clonagem de linhas telefônicas, documentos falsos e imagens manipuladas por inteligência artificial para aplicar golpes. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (15), em Teresina, e envolveu o cumprimento de 30 mandados judiciais.

Foto: Reprodução
Operação Chip Falso prende 10 pessoas em Teresina

Batizada de Operação Chip Falso, a investigação é conduzida pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do Piauí. Celulares e computadores foram apreendidos e serão submetidos à perícia.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), os investigados utilizavam o método conhecido como SIM Swap, que consiste na transferência indevida do número de telefone de uma vítima para um chip controlado pelos criminosos. Com o domínio da linha, o grupo conseguia receber mensagens e códigos de autenticação destinados ao verdadeiro titular.

A suspeita é de que o esquema permitia a invasão de contas bancárias e perfis do WhatsApp, além da realização de transferências, compras fraudulentas e golpes contra contatos das próprias vítimas.

Residência funcionava como base do esquema

Durante a investigação, a polícia identificou uma casa em Teresina que seria utilizada como central de operações do grupo. No local, conforme a SSP-PI, eram mantidos equipamentos e outros recursos empregados nas fraudes.

Os investigadores apontam ainda o uso de documentos falsificados e recursos tecnológicos para tentar driblar sistemas de reconhecimento facial. Entre as técnicas identificadas está a chamada “injeção de selfie”, com a utilização de imagens biométricas manipuladas e conteúdos produzidos com inteligência artificial para simular a identidade das vítimas.

O material eletrônico recolhido durante as buscas deverá ser analisado para dimensionar a atuação do grupo, identificar vítimas e verificar a possível participação de outros envolvidos.

A operação mobilizou, além do DRCC, equipes da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), da Diretoria de Operações Policiais (DEOP) e do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

Até o momento, a SSP-PI não divulgou a identidade dos presos nem informou quantos dos 30 mandados cumpridos eram de prisão e quantos eram de busca e apreensão. As investigações continuam.

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