O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, repreendeu publicamente nesta segunda-feira (14) o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do ex-assessor presidencial Filipe Martins e do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, investigados na suposta trama golpista, durante sessão de oitivas das testemunhas de acusação indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Chiquini questionou o ministro sobre a grande quantidade de materiais disponibilizados às defesas e o tempo considerado curto para análise, alegando que seria “humanamente impossível” exercer um contraditório eficaz diante do volume de documentos.
Em resposta, Moraes ressaltou que o tema já havia sido debatido em sessões anteriores, mas o advogado insistiu na reclamação. O ministro então interrompeu e afirmou com firmeza:
“Doutor, enquanto eu falo o senhor fica quieto. Não vamos tumultuar, doutor. Nós vamos seguir normalmente a instrução assim como já fizemos porque, repito, o pacto foi imputado com base nesse material.”
Nesta segunda-feira, estão sendo ouvidas as testemunhas de acusação apresentadas pela PGR, incluindo o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, que atua como informante após fechar acordo de colaboração premiada. Sua oitiva é comum às três ações penais e ocorre na Primeira Turma do STF.
As audiências das testemunhas de defesa do núcleo 2 da trama golpista estão agendadas para acontecer entre os dias 15 e 21 de julho, também na sala de sessões da Primeira Turma, com possibilidade de acompanhamento público.